O Jornalismo Guiado por Dados (JGD) é uma abordagem jornalística que utiliza dados como principal fonte de informação para a produção de reportagens e narrativas. Esse modelo se baseia em coleta, análise e interpretação de grandes volumes de dados para construir histórias jornalísticas mais profundas, precisas e informadas. Trata-se de um exemplo de JGD:
- A)Criação de um infográfico estático sobre a evolução de uma doença no país, utilizando dados fornecidos por uma organização não governamental.
Errada, porque um infográfico estático pode usar dados, mas não necessariamente caracteriza uma apuração guiada por dados com exploração analítica e interativa.
- B)Desenvolvimento de um estudo de caso sobre políticas públicas, apresentando uma narrativa baseada em entrevistas e análises qualitativas.
Errada, porque a base da narrativa está em entrevistas e análise qualitativa, e não em dados como fonte principal.
- C)Elaboração de um artigo investigativo que utiliza gráficos e tabelas com dados históricos de uma pesquisa acadêmica, apresentando as análises de maneira textual.
Errada, porque há uso de gráficos e tabelas, mas a descrição aponta mais para um artigo textual com apoio visual do que para uma produção centrada na exploração de dados.
- D)Plataforma interativa que permite ao leitor explorar diferentes cenários econômicos, usando dados de mercado coletados de fontes públicas e privadas, com visualizações baseadas em variáveis selecionáveis.
Certa, porque reúne coleta de dados de várias fontes, visualização e interação com o leitor, exatamente o perfil do Jornalismo Guiado por Dados.
- E)Série de reportagens sobre segurança pública que combina dados sobre índices criminais com informações qualitativas obtidas de entrevistas com especialistas, contextualizando os números através de relatos locais.
Errada, porque mistura dados com entrevistas e relatos locais, mas os números não aparecem como eixo principal da apuração e da narrativa.
Gabarito: D
O Jornalismo Guiado por Dados (JGD) é aquele em que os dados deixam de ser figurantes e viram a matéria-prima principal da apuração. A ideia é coletar, cruzar, analisar e interpretar bases de dados para revelar padrões, tendências e relações que nem sempre aparecem em entrevistas ou na observação direta. Em outras palavras: os números ajudam a contar a história, e não apenas a decorá-la. Na lógica do JGD, o jornalismo ganha força quando consegue transformar grandes volumes de informação em narrativa clara, relevante e verificável. Isso pode aparecer em reportagens investigativas, mapas interativos, painéis e visualizações que permitem ao leitor explorar os dados. O ponto central não é só mostrar números, mas fazer os números explicarem algo importante sobre a realidade. Por isso, o gabarito é a alternativa D. Ela descreve uma plataforma interativa em que o leitor explora cenários econômicos a partir de dados coletados de fontes públicas e privadas, com visualizações e variáveis selecionáveis. Isso é bem típico de JGD, porque há uso de base de dados como fonte principal, análise informada por dados e recurso interativo para aprofundar a compreensão da história. As demais alternativas até flertam com o assunto, mas não entregam a essência do JGD. Algumas usam dados como apoio visual, outras se apoiam mais em entrevistas e narrativa qualitativa. Em prova, fique atento: JGD não é qualquer texto com número ou gráfico, e sim um trabalho jornalístico estruturado a partir da exploração dos dados.