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Comunicação Social · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Comunicação Social

Os elementos básicos da linguagem jornalística – como lide, sublide, título e intertítulo – foram consolidados ao longo do tempo para conferir clareza, objetividade e hierarquização das informações em textos noticiosos. A estrutura clássica em pirâmide invertida ou modalidades afins ajudou a estabelecer padrões de leitura e de ordenação das ideias principais. Porém, o surgimento de plataformas digitais e a intensa competição pela atenção dos leitores trouxeram desafios adicionais. Hoje, aspectos como atratividade, escaneabilidade, relevância contextual e até parâmetros de SEO passam a influenciar a forma como o conteúdo é organizado e apresentado. Dessa forma, a escolha e a disposição de lide, sublide, título e intertítulo não são apenas um exercício de estilo, mas também parte de uma estratégia mais ampla para captar e manter o interesse do público, sempre respeitando a clareza e a ética jornalística. Tendo em vista a evolução das técnicas de redação e os novos cenários de consumo de informação, como estruturar o texto jornalístico a partir dos elementos básicos?

Gabarito: D

Na linguagem jornalística, lide, sublide, título e intertítulos funcionam como uma espécie de mapa da notícia: o leitor entra rápido no assunto, entende o essencial e consegue navegar pelo texto sem se perder. A lógica clássica da pirâmide invertida continua valendo como base de organização, porque ajuda a priorizar as informações mais importantes logo no começo. Mas o jornalismo não parou no papel. Em ambiente digital, a forma de apresentar a notícia precisa considerar leitura em tela, escaneabilidade, tempo curto de atenção e até critérios de SEO. Isso não significa abandonar o rigor informativo, e sim ajustar a embalagem do conteúdo para que ele seja mais fácil de encontrar, ler e compartilhar. Por isso, a estrutura deve ser adaptada conforme a plataforma e o público, sem sacrificar clareza, objetividade e hierarquia das informações. O lide continua sintetizando o fato principal, o sublide pode complementar, o título precisa chamar atenção com precisão e os intertítulos ajudam a organizar blocos de leitura. Não é bagunça criativa, é técnica com estratégia. O gabarito D está correto porque traduz exatamente essa evolução: preserva o rigor jornalístico, mas admite variações narrativas e estilísticas para melhorar a leitura e o engajamento. As demais alternativas exageram na ruptura com a tradição ou inventam uma suposta inutilidade dos elementos básicos, o que contraria a prática jornalística consolidada.

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