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Comunicação Social · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Comunicação Social

A dinâmica da mídia desempenha um papel fundamental na formação da opinião pública e na estruturação das narrativas sociais. Ao longo das últimas décadas, diversos fatores têm influenciado a configuração dos meios de comunicação, afetando a diversidade de vozes presentes no debate público e a forma como as informações são transmitidas a ele. Esse cenário é moldado por questões econômicas, políticas e tecnológicas que impactam diretamente o acesso à informação e a construção de discursos. Em um contexto globalizado, onde as empresas de comunicação buscam maior eficiência e alcance, as decisões sobre propriedade e controle dos meios se tornam cada vez mais cruciais para a preservação da pluralidade informativa e da liberdade de expressão. As mudanças nesse panorama, além de refletirem em disputas por poder, também levantam questões acerca da democracia, do direito à informação e da autonomia dos veículos de mídia. Esse debate envolve uma análise crítica das relações entre os meios e o público, com foco nas consequências de práticas que podem afetar a liberdade de imprensa e a representatividade de diferentes segmentos da sociedade. No contexto da pluralidade de informações, uma implicação negativa frequentemente associada à propriedade cruzada dos meios de comunicação é:

Gabarito: E

A propriedade cruzada acontece quando um mesmo grupo econômico controla diferentes meios de comunicação, como TV, rádio, jornal, portal e outros canais. Em tese, isso pode até gerar sinergia empresarial, mas, na prática, o risco é outro: menos vozes no debate público e mais poder concentrado nas mãos de poucos. E quando poucas empresas mandam muito na circulação das informações, a pluralidade vai para a sala de espera. No campo da Comunicação Social, esse tema é sensível porque envolve pluralismo, liberdade de expressão e direito à informação. A Constituição Federal protege esses valores ao vedar monopólios e oligopólios nos meios de comunicação social, justamente para evitar que a opinião pública seja moldada por um número reduzido de agentes. A lógica é simples: democracia precisa de diversidade de fontes, não de um megafone único falando alto. Por isso, o gabarito é a letra E. A concentração da propriedade dos meios pode limitar a diversidade de vozes, enfraquecer a representatividade de grupos sociais e reduzir o espaço para visões diferentes circularem. Em vez de ampliar o debate, ela tende a estreitá-lo, o que é uma consequência negativa clássica da propriedade cruzada. Em termos doutrinários, a crítica central é que a concentração midiática compromete o pluralismo informativo e pode favorecer alinhamentos editoriais homogêneos. O fundamento constitucional mais cobrado é o art. 220, especialmente os parágrafos que vedam monopólio e oligopólio na comunicação social, em harmonia com a proteção à liberdade de manifestação do pensamento e à livre circulação de informações.

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