De acordo com Vasco Marques, “cada rede social tem uma forma própria de comunicação e dominar cada uma delas é importante na criação de conteúdos assertivos para alcançar o público-alvo”. Na figura, o autor classifica o tom e a linguagem quanto ao nível de formalidade para as redes sociais mais comuns, reforçando a ideia que a criação de conteúdo precisa ser especializada. Entre as alternativas a seguir, assinale a abordagem INADEQUADA para engajar o público em plataformas digitais no contexto jornalístico.
- A)A utilização de jargões técnicos e uma abordagem excessivamente acadêmica nos textos compartilhados nas redes sociais são recomendadas, pois valorizam o conteúdo e estabelecem um vínculo de autoridade com a audiência.
Errada, porque jargões técnicos e linguagem excessivamente acadêmica tendem a afastar o público nas redes sociais, prejudicando o engajamento.
- B)O uso de dados analíticos em tempo real para ajustar o tipo de conteúdo produzido e os horários de postagem permite que os jornalistas otimizem suas estratégias, atendendo com mais precisão as demandas e preferências da audiência.
Certa, pois o uso de dados em tempo real ajuda a ajustar conteúdo e horários de postagem conforme o comportamento da audiência.
- C)A adoção de práticas de storytelling, incluindo a construção de narrativas envolventes e o uso de elementos emocionais, pode ser um recurso importante para tornar o conteúdo mais atraente e criar uma conexão mais profunda com o público nas redes sociais.
Certa, porque storytelling e elementos emocionais tornam o conteúdo mais envolvente e aumentam a conexão com o público.
- D)A segmentação de conteúdo baseada em comportamentos de consumo e preferências explícitas do público, por meio da análise de métricas de engajamento, pode ser uma estratégia eficaz para personalizar a comunicação e maximizar a relevância do conteúdo.
Certa, já que segmentar o conteúdo com base em métricas e preferências permite personalizar a comunicação e torná-la mais relevante.
- E)A incorporação de elementos multimodais, como vídeos curtos, podcasts e infográficos interativos, adaptados para a velocidade de consumo das plataformas sociais, pode ampliar o engajamento, especialmente quando integrados de forma coesa com a mensagem jornalística.
Certa, pois recursos multimodais, como vídeos, podcasts e infográficos, ampliam o alcance e combinam bem com o consumo rápido nas redes.
Gabarito: A
Em comunicação digital, especialmente no jornalismo, não basta “jogar” a mesma mensagem em todas as redes. Cada plataforma tem seu ritmo, seu tipo de linguagem e o jeito como o público consome conteúdo. Por isso, adaptar tom, formato e profundidade é essencial para engajar de verdade. Um texto que funciona bem em um portal pode ficar pesado, frio ou até pedante no Instagram ou no X/Twitter. Na prática, o bom conteúdo jornalístico para redes sociais costuma buscar clareza, objetividade, adequação ao público e formato compatível com a plataforma. Recursos como storytelling, vídeos curtos, infográficos e análise de métricas ajudam bastante porque aproximam a notícia da rotina de quem consome conteúdo em poucos segundos. Isso conversa com a lógica atual da comunicação digital, em que a atenção do público virou um bem disputadíssimo. A alternativa A está errada justamente porque recomenda jargões técnicos e uma abordagem excessivamente acadêmica como estratégia de engajamento. Em geral, isso afasta o público, dificulta a compreensão e reduz a efetividade da comunicação. No jornalismo digital, a prioridade é informar com clareza e adaptar a linguagem ao meio e à audiência, não transformar a rede social em sala de aula com texto rebuscado. As demais alternativas seguem uma lógica mais adequada ao ambiente digital: uso de dados em tempo real, storytelling, segmentação por comportamento e formatos multimodais. Em resumo: na internet, quem fala difícil demais corre o risco de ser ignorado antes mesmo de ser lido.