Para os budistas, nem tudo é o que parece ser. A mente distorce e manipula e a interpretação da realidade é mera ilusão. Para os filósofos, um fato não tem valor intrínseco, e sim aquele atribuído por quem o observa. Para os jornalistas, os assuntos são considerados relevantes à medida que interessam a um grande número de pessoas, quando causam impacto ou afetam a vida dos cidadãos. Esse conceito de notícia se aplica a todos os veículos; o que muda é a maneira como as informações são transmitidas. Cada veículo tem linguagem, limitações e recursos próprios. São consideradas características e práticas descritas sobre a produção e transmissão de notícias em telejornais, EXCETO:
- A)A linguagem utilizada nos telejornais deve ser simples e acessível, adaptando-se ao público em geral, de forma a facilitar a compreensão das notícias.
Certa, porque a linguagem do telejornal deve mesmo ser simples, direta e compreensível para um público amplo.
- B)A busca pela objetividade na TV exige que as notícias sejam apresentadas de forma clara, direta e sem interferências pessoais dos apresentadores, evitando opiniões ou julgamentos.
Certa, porque a busca de objetividade na TV exige texto claro e sem interferência de opiniões pessoais do apresentador.
- C)O formato de noticiário televisivo é padronizado, com a escolha das notícias frequentemente orientada por uma lógica de apelo visual e emocional, além da relevância informativa.
Certa, porque o telejornal costuma escolher pautas também pelo apelo visual e emocional, além da relevância informativa.
- D)O formato do telejornal privilegia exclusivamente a transmissão de informações factuais, prescindindo do uso de elementos visuais complementares ou estratégias narrativas que despertem o interesse do telespectador.
Errada, porque o telejornal não dispensa elementos visuais nem estratégias narrativas, já que esses recursos são centrais na TV.
Gabarito: D
No telejornal, a notícia não é apenas um bloco de fatos jogados na tela. Ela precisa ser selecionada, organizada e apresentada de um jeito que faça sentido para o público, porque a TV trabalha com linguagem simples, imagem, som e ritmo. Por isso, o telejornal costuma buscar clareza, objetividade e boa construção narrativa, sem abrir mão dos recursos audiovisuais que ajudam a prender a atenção. Na prática, isso significa que o texto do apresentador tende a ser direto e acessível, evitando rodeios desnecessários. Além disso, a escolha das pautas muitas vezes considera não só a relevância jornalística, mas também o impacto visual e emocional da matéria, já que a televisão depende muito da imagem para reforçar a informação. A alternativa D está errada porque afirma que o telejornal prescinde de elementos visuais complementares e de estratégias narrativas. É justamente o contrário: a TV trabalha com imagens, off, passagem, sonora, stand-up, GC e outros recursos para dar dinamismo e compreensão à notícia. Em teoria do jornalismo televisivo, a forma de contar a história é parte essencial do produto final. Em resumo, o telejornal não é um simples “leitor de fatos”. Ele informa com linguagem adaptada ao meio, usando recursos próprios da televisão para tornar a notícia clara, atraente e compreensível para o telespectador.