Um caso clássico de uma teoria da opinião pública pode ser verificado no esquema eleitoral. Muitas vezes, os candidatos que estão à frente nas pesquisas recebem ainda mais votos graças à percepção popular de que eles devem ter a preferência da maioria e, provavelmente,serão eleitos. Além disso, essa mecânica também aparece nas próprias relações de bairro, quando muitas pessoas evitam discordar dos vizinhos com medo de ficarem isoladas, ou seja, as pessoas imaginam que pensam diferente da maioria, calam-se e, posteriormente, adaptam-se à opinião contrária. Assim, aquela ideia que talvez não fosse majoritária acaba prevalecendo. A pesquisadora Noelle-Neuman relacionou essa ideia e desenvolveu a teoria:
- A)Fractal.
Errada: teoria fractal não é uma teoria clássica da opinião pública nem explica o silêncio social descrito no enunciado.
- B)Hipodérmica.
Errada: a teoria hipodérmica trata de efeitos diretos e imediatos da mídia, não do medo de isolamento e da autocensura.
- C)Instrumentalista.
Errada: instrumentalista remete a uma abordagem sobre o uso dos meios e das rotinas jornalísticas, não ao comportamento da maioria percebida.
- D)Biografia sem fim.
Errada: 'biografia sem fim' não é uma teoria consagrada em comunicação social, muito menos ligada à opinião pública.
- E)Espiral do silêncio.
Certa: é a teoria de Elisabeth Noelle-Neumann, que explica como o medo de isolamento leva as pessoas a silenciar opiniões divergentes.
Gabarito: E
As demais alternativas não encaixam: algumas são de outros campos, outras nem correspondem a teorias clássicas do jornalismo e da opinião pública. Aqui a pista principal é a ideia de calar-se para não ficar isolado, que é praticamente a assinatura da espiral do silêncio.