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Comunicação Social · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Comunicação Social

Redigir o texto de uma notícia é, consequentemente, contar uma história; é preciso estar atento aos elementos que constituem a narrativa como: fato, tempo, lugar, causa, modo, personagens, consequência. Estes elementos estão presentes em toda e qualquer história que contarmos, seja ela real, fictícia, científica, religiosa etc. Quando um jornalista noticia um acontecimento, ele não o faz na ordem clássica das ações que a compõem. A esse fenômeno é dado o nome de pirâmide invertida. A pirâmide invertida no jornalismo pode ser definida como:

Gabarito: D

A pirâmide invertida é um clássico do jornalismo: a notícia começa pelo que tem mais peso para o leitor e vai descendo para os detalhes. Em vez de contar a história como um romance, com começo, meio e fim, o jornalista organiza a informação em ordem de importância. Assim, logo no início já aparecem os dados essenciais: o fato principal, quem fez, o que aconteceu, onde, quando e, se couber, o motivo. Esse modelo nasceu da lógica da apuração rápida e da necessidade de o leitor entender a notícia mesmo que pare de ler no primeiro parágrafo. Por isso, ele é muito usado em jornalismo informativo e ajuda também na edição, pois facilita cortes sem perder o essencial. Não há uma regra legal específica sobre isso; trata-se de técnica consagrada na doutrina e na prática jornalística. O gabarito é a letra D porque descreve exatamente essa lógica: as informações devem ser relatadas partindo do fato mais importante. Ou seja, primeiro vem o núcleo da notícia, depois os detalhes complementares. É o famoso 'lead' segurando a barra da matéria. As outras alternativas tentam confundir você com narrativa cronológica, desfecho no final ou foco na fonte, mas pirâmide invertida é prioridade informativa, não ordem temporal nem estilo literário.

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