Uma crise, ainda que inevitável, pode ser gerenciada, e a comunicação costuma desempenhar papel fundamental nesse processo. Considerando que o enfrentamento de crises é uma das principais tarefas do assessor de imprensa, o que deverá ser feito em uma situação de crise?
- A)Barrar publicações e a imprensa.
Errada, porque barrar a imprensa e impedir publicações costuma agravar a crise e destruir a credibilidade da organização.
- B)Deixar a crise seguir o seu próprio rumo, sem interferências.
Errada, porque deixar a crise seguir sozinha é omissão e impede qualquer gestão responsável da situação.
- C)Reconhecer que a crise existe e não tentar minimizar a sua importância.
Certa, porque o primeiro passo da gestão de crise é reconhecer sua existência e tratá-la com transparência e seriedade.
- D)Preocupar-se com a imagem da organização e não divulgar informações de interesse do público.
Errada, porque a preocupação com a imagem não pode servir de pretexto para esconder informações de interesse público.
Gabarito: C
Em situação de crise, o assessor de imprensa não age como alguém que tenta esconder o problema debaixo do tapete. O caminho certo é reconhecer que a crise existe, avaliar seus impactos e orientar a organização a comunicar com rapidez, clareza e responsabilidade. Crise não se resolve com silêncio infinito, nem com maquiagem de imagem. Isso costuma piorar tudo. No assessoramento de imprensa, a ideia central é proteger a credibilidade da organização, e credibilidade se sustenta com transparência e consistência. Quando a instituição admite o problema, mostra que está atenta e abre espaço para prestar informações úteis ao público, aos veículos e aos demais interessados. Em comunicação de crise, omissão e negação costumam ser gasolina no incêndio. É por isso que o gabarito é a letra C. Reconhecer a existência da crise é o primeiro passo para geri-la de forma profissional. A partir daí, a organização pode reunir fatos, definir porta-voz, alinhar mensagens e corrigir rumos. A doutrina de comunicação de crise e de relacionamento com a imprensa é bem firme nesse ponto: não se deve minimizar o fato nem tratar o público como se ele não percebesse o problema. Em resumo: em crise, o assessor não barra, não finge que nada acontece e não sacrifica o interesse público em nome da aparência. Ele ajuda a organização a enfrentar a situação com transparência, estratégia e responsabilidade.