As linguagens do rádio e da TV são próximas, existindo semelhanças entre elas. Em comum, essas duas linguagens apresentam
- A)textos formais com frases longas, os quais devem ser subjetivos.
Errada, porque rádio e TV não pedem textos formais com frases longas nem subjetividade, mas sim clareza e objetividade.
- B)texto espontâneo e metafórico, com frases longas.
Errada, porque o texto jornalístico nesses meios não deve ser excessivamente metafórico nem longo, pois isso dificulta a compreensão imediata.
- C)textos coloquiais com frases curtas, os quais devem ser objetivos e simples.
Certa, porque rádio e TV usam linguagem coloquial, com frases curtas, objetivas e simples, facilitando a comunicação oral.
- D)frases de efeito, que devem ser simples, e linguagem vulgar.
Errada, porque linguagem vulgar não é característica do jornalismo de rádio e TV, embora a simplicidade seja importante.
- E)texto metafórico e conciso, com frases curtas.
Errada, porque a comunicação jornalística nesses meios não se baseia em metáforas como regra, e a ideia de concisão aqui não supera a necessidade de objetividade e clareza.
Gabarito: C
Rádio e TV têm uma base muito parecida: querem informar, prender a atenção e serem entendidos rapidamente. Por isso, a linguagem nesses meios costuma ser direta, clara e próxima da fala cotidiana, sem enrolação desnecessária. Quando a mensagem é falada, o ouvinte e o telespectador não têm tempo nem paciência para frases muito longas ou construções rebuscadas. O texto precisa soar natural e funcionar na primeira escuta. Em jornalismo, especialmente no rádio e na TV, vale a lógica da objetividade: frases curtas, vocabulário simples e tom coloquial, sem perder a correção. Isso ajuda a tornar a informação rápida de captar e fácil de lembrar. Não é à toa que manuais de redação jornalística sempre recomendam concisão, clareza e simplicidade, porque a oralidade exige ritmo e compreensão imediata. É por isso que o gabarito é a letra C. Ela descreve exatamente a linguagem compartilhada por rádio e TV: textos coloquiais, com frases curtas, objetivos e simples. As outras alternativas escorregam ao sugerir formalismo excessivo, metáforas, subjetividade ou linguagem vulgar, que não combinam com a boa prática jornalística nesses meios. Se você lembrar de uma regra prática, é esta: no rádio e na TV, menos enfeite e mais clareza. A mensagem tem de chegar limpa, como quem fala para ser entendido na hora.