Para a diagramação de qualquer página impressa, o profissional de criação e planejamento visual deve decidir o tipo de fonte a ser utilizado. O tipo pode ser definido como o material básico e, geralmente, costuma-se usar mais de um tipo por páginas e documentos, com títulos, subtítulos e numeração, o que resulta em uma relação a partir da escolha das fontes. A relação concordante é definida como
- A)a combinação de fontes similares em tamanho, estilo e peso, por exemplo.
Errada, porque misturar fontes apenas similares não define, de forma precisa, a ideia de relação concordante cobrada pela banca.
- B)a utilização de uma família de fontes, sem muitas variações de tamanho, estilo e peso, por exemplo.
Certa, pois indica o uso de uma família de fontes com poucas variações de tamanho, estilo e peso, preservando a harmonia visual.
- C)a utilização de diferentes tipos para atrair a atenção do leitor.
Errada, porque usar diferentes tipos para chamar atenção descreve contraste tipográfico, não concordância.
- D)a utilização de fontes separadas e elementos diferentes entre si.
Errada, porque falar em fontes separadas e elementos diferentes entre si aponta para ruptura visual, não para unidade.
- E)a utilização conjunta de duas fontes parecidas, mas não iguais.
Errada, porque duas fontes parecidas, mas não iguais, ainda sugere comparação entre fontes e não a noção de concordância pedida.
Gabarito: B
Na diagramação, a escolha das fontes não é só estética: ela organiza a leitura, cria hierarquia e ajuda o olho a entender o que é título, subtítulo, texto e numeração. Quando o enunciado fala em relação concordante, está apontando para uma combinação harmônica, em que os tipos de letra pertencem basicamente à mesma família ou a famílias muito próximas, com poucas variações de tamanho, estilo e peso. Isso deixa a página coerente, sem briga visual entre as fontes. É justamente por isso que o gabarito é a letra B. A ideia central da relação concordante é a unidade visual: usar uma família de fontes, evitando muitas mudanças bruscas de desenho, espessura e estilo. Em produção gráfica, isso costuma funcionar bem quando se quer um layout limpo, equilibrado e fácil de ler. As outras alternativas tentam confundir você com noções de contraste ou diversidade tipográfica. Mas aqui a banca quer o conceito de concordância, que é o oposto de exagero visual. Pense assim: se a página parece conversa organizada, e não uma discussão entre letras diferentes, você está no caminho certo. Na prática profissional, essa lógica é muito usada em identidades visuais, livros e materiais institucionais, porque a consistência tipográfica melhora a leitura e reforça a unidade do projeto gráfico.