A escritora Maria Alves lança, no dia 20, em Brasília, seu novo livro: Ética digital./ A iniciativa é da Stak Editora e distribuidora, com apoio do Banco Internacional de Gaia./ A obra será apresentada pela primeira vez ao público em geral./ A sessão de autógrafos terá início às sete e meia da noite, no espaço cultural do Centro de Convenções.// Data: 10.05.2023 Jornalista Joana Souza Registro prof. n.º 1234] O documento hipotético precedente apresenta o formato de um
- A)release para mídia imprensa.
Errada: o texto não tem estrutura típica de release para mídia impressa, que costuma ser mais elaborado e voltado à leitura em papel ou portais.
- B)release para internet.
Errada: não há elementos característicos de release para internet, como hipertexto, links, chamadas para clique ou linguagem pensada para navegação digital.
- C)release para artigo.
Errada: artigo exige texto opinativo ou analítico, e aqui há apenas uma nota informativa, sem desenvolvimento de argumento.
- D)release para televisão.
Errada: release para televisão costuma destacar imagens, cenas e apelo visual, o que não aparece no documento.
- E)release para rádio
Certa: o texto é objetivo, oralizável e com informações prontas para leitura no ar, características típicas de release para rádio.
Gabarito: E
A questão cobra um clássico da comunicação social: identificar o tipo de release pela forma como o texto foi escrito. O release para rádio costuma ser mais direto, simples e fácil de ser lido no ar pelo locutor. Por isso, ele evita construções longas, prefere frases curtas e traz informações já prontas para serem faladas, como data, local, horário e quem participa do evento. Perceba que o texto do enunciado é enxuto, com dados essenciais organizados de modo objetivo e com uma leitura bastante natural para locução. Esse formato combina com o rádio, porque o material precisa ser rapidamente compreendido por quem vai narrar e por quem vai ouvir. No rádio, o texto não deve exigir releitura complicada nem depender de elementos visuais. Além disso, o release radiofônico normalmente favorece a oralidade. Expressões como "sete e meia da noite" em vez de horário em padrão burocrático, e a sequência simples das informações, mostram preocupação com a leitura em voz alta. É um texto pensado para virar fala, não para enfeitar página. Por isso, o gabarito é a alternativa E. As demais opções não se encaixam tão bem porque o documento não tem características de texto para TV, internet ou artigo, e também não segue o modelo mais visual e diagramado de mídia impressa. Em provas de assessoria de comunicação, a banca gosta muito de cobrar essa diferença entre o formato da informação e o meio de veiculação.