Acerca das ferramentas midiáticas que integram as rotinas de uma assessoria de imprensa, assinale a opção correta.
- A)Por ser um produto estritamente de valor institucional, o press release não tem sua finalidade associada ao aproveitamento noticioso, mas ao seu potencial como gerador de pautas jornalísticas.
Errada: o press release tem finalidade noticiosa e busca justamente aproveitar o potencial jornalístico do fato, não apenas gerar pautas de forma indireta.
- B)Com o advento do clipping eletrônico, desapareceram das assessorias as hemerotecas que disponibilizavam para leitura os exemplares da mídia impressa.
Errada: o clipping eletrônico não eliminou necessariamente as hemerotecas, que ainda podem existir como arquivo e memória de consulta.
- C)O house organ (jornal da casa) é um instrumento exclusivamente de relações públicas, sem finalidade noticiosa, e restrito às atividades de comunicação administrativa.
Errada: o house organ não é exclusivo de relações públicas nem se limita à comunicação administrativa, podendo ter também função informativa e noticiosa.
- D)No Brasil, com a redemocratização, a partir de 1985, desapareceram as salas de imprensa, comuns nos palácios, ministérios e órgãos públicos, onde funcionavam como uma forma de conter a circulação de jornalistas pelas repartições.
Errada: as salas de imprensa não desapareceram com a redemocratização; elas continuam sendo usadas em órgãos públicos e eventos para organizar o fluxo de jornalistas.
- E)Banco de imagens, fotografias e vídeos, com boa definição e com direitos autorais abertos, são recursos que, nas assessorias de imprensa, facilitam o trabalho jornalístico, interno e externo.
Certa: bancos de imagens, fotos e vídeos de qualidade, com uso autorizado, facilitam a produção jornalística e integram as rotinas de uma assessoria de imprensa.
Gabarito: E
Nas assessorias de imprensa, as ferramentas midiáticas existem para aproximar a instituição da imprensa e do público, facilitando a circulação de informação útil, clara e rapidamente utilizável pelo jornalista. Não é só “mandar notícia”: é oferecer material que ajude a pauta, a apuração e a produção da matéria. Por isso, recursos como press release, clipping, house organ, banco de imagens e salas de imprensa fazem parte do cotidiano dessas rotinas. O ponto central da questão está em perceber que a assessoria trabalha com conteúdos que economizam tempo do repórter e aumentam a chance de a informação ganhar espaço editorial. Banco de imagens, fotografias e vídeos de boa qualidade, especialmente quando vêm com liberação de uso adequada, são aliados clássicos dessa lógica, porque permitem que a redação use o material sem travas desnecessárias. Em comunicação institucional, facilitar o trabalho jornalístico é quase uma religião. A alternativa E está correta justamente por isso: um acervo organizado de imagens, fotos e vídeos em boa definição, com direitos autorais abertos ou devidamente autorizados, funciona como suporte prático para o jornalismo interno e externo. Isso é coerente com a função da assessoria de imprensa de fornecer informação e material de apoio com utilidade noticiosa e operacional. As demais alternativas caem em exageros ou afirmações históricas erradas. Em prova de CEBRASPE, desconfie de palavras absolutas como “exclusivamente”, “desapareceram” e “não tem finalidade noticiosa”, porque a banca adora pegar você pelo excesso de certeza.