O assessor de imprensa de uma companhia de energia deseja promover uma ação institucional de comunicação que incentive o envolvimento de usuários de eletricidade no enfrentamento aos furtos de cabos de cobre, crime que resulta em prejuízos e cortes de luz para milhares de pessoas. Com relação a essa situação hipotética, assinale a opção correta.
- A)A oferta percentual de redução de tarifas produz resultados líquidos e certos em matéria de comunicação institucional com o público usuário.
Errada, porque redução tarifária não resolve, por si só, um problema de comunicação institucional nem produz efeito garantido sobre o combate aos furtos.
- B)A premiação de fotos e reportagens na categoria jornalismo cidadão é uma iniciativa indicada para o objetivo em causa.
Errada, porque premiação de jornalismo cidadão pode gerar participação, mas não é a estratégia mais direta nem a mais adequada para mobilizar usuários contra esse tipo de crime.
- C)Uma ação de comunicação institucional efetiva consiste na presença constante e massiva de anúncios para esclarecer que a culpa dos cortes de luz não é da empresa de eletricidade, mas dos ladrões de cabos.
Errada, porque a ação é excessivamente defensiva e massiva, com lógica publicitária, e não enfrenta o problema com mobilização comunitária efetiva.
- D)Uma ação comunicativa institucional com potencial de efetividade seria a veiculação de apelos pela vigilância das caixas de cabos eletrônicos, via mídia comunitária.
Certa, porque apelos de vigilância em mídia comunitária aproximam a mensagem do público local e estimulam envolvimento concreto no enfrentamento aos furtos.
Gabarito: D
Aqui a ideia central é simples: comunicação institucional não serve só para “se defender” ou fazer propaganda bonita, mas para mobilizar públicos e criar engajamento em torno de uma causa pública ou de interesse coletivo. Em situações de risco e dano social, como furtos de cabos de cobre, a assessoria pode usar ações de utilidade pública, com apelos claros e canais adequados para alcançar quem realmente pode ajudar. O ponto da questão está em escolher a estratégia mais coerente com o objetivo. Não basta repetir mensagens genéricas nem empilhar anúncios esperando milagre. A comunicação institucional eficiente precisa falar com a comunidade afetada, usar linguagem direta e estimular comportamento concreto, como vigilância, denúncia e colaboração com a prevenção do crime. Por isso, o gabarito é a letra D. Veicular apelos pela vigilância das caixas de cabos eletrônicos, por meio de mídia comunitária, faz sentido porque aproxima a mensagem do público local, aumenta a chance de engajamento e transforma o usuário em aliado da empresa e da coletividade. Em assessoria de comunicação, esse tipo de ação tem muito mais aderência do que uma peça meramente defensiva. Como referência doutrinária, isso conversa com a lógica de comunicação de interesse público e de mobilização social, muito explorada na assessoria de imprensa e na comunicação institucional. A banca costuma valorizar soluções que combinem pertinência do canal, foco no público e utilidade social da mensagem.