Para diversificar a introdução de textos noticiosos, alguns jornalistas acabam por utilizar frases que não apresentam o essencial da matéria ao leitor, o que resulta em introdução vaga e desnecessária e retarda a entrada no assunto específico. Esse recurso é conhecido como
- A)pirâmide invertida.
Errada, porque a pirâmide invertida é a técnica de colocar o mais importante primeiro, e não uma introdução vaga e enrolada.
- B)sutiã.
Errada, porque sutiã não é o termo consagrado para esse tipo de abertura jornalística, embora apareça em pegadinhas de prova.
- C)nariz de cera.
Certa, porque nariz de cera é a introdução prolixa, genérica e desnecessária que retarda a chegada ao fato principal.
- D)teaser.
Errada, porque teaser é um recurso de chamada ou suspense para atrair atenção, não a denominação da introdução vazia descrita no enunciado.
- E)iceberg.
Errada, porque iceberg remete a uma imagem/metáfora de informação subentendida ou parcialmente visível, não à abertura prolixa da notícia.
Gabarito: C
Na linguagem jornalística, a abertura do texto precisa chamar o leitor logo de cara e trazer o essencial da notícia, sem enrolação. Quando o repórter começa com uma introdução vaga, genérica e demorada, ele faz exatamente o contrário do que se espera de uma boa abertura: segura o assunto e faz o leitor pensar “vai logo ao que interessa”. Esse tipo de começo artificial, usado para “enfeitar” a entrada do texto, é chamado de nariz de cera. É uma expressão bem conhecida no jornalismo para designar introduções longas, imprecisas e dispensáveis, que atrasam a entrada no fato principal. Em prova, sempre desconfie da alternativa que descreve uma abertura que não entrega logo a informação central. Já a técnica correta para notícias é, em regra, a pirâmide invertida, que organiza o texto do mais importante para o menos importante. Então, se o enunciado fala de frase inicial sem o essencial, com introdução desnecessária e cheia de rodeios, ele está apontando para o nariz de cera. Esse sentido é consagrado na doutrina de jornalismo, especialmente ao tratar da estrutura da notícia e da objetividade da redação jornalística. Em concurso, o CESPE gosta justamente dessa diferença clássica: pirâmide invertida é técnica de organização; nariz de cera é vício de estilo na abertura.