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Comunicação Social · CESPE/CEBRASPE · 2022

Questão comentada de Comunicação Social

Para diversificar a introdução de textos noticiosos, alguns jornalistas acabam por utilizar frases que não apresentam o essencial da matéria ao leitor, o que resulta em introdução vaga e desnecessária e retarda a entrada no assunto específico. Esse recurso é conhecido como

Gabarito: C

Na linguagem jornalística, a abertura do texto precisa chamar o leitor logo de cara e trazer o essencial da notícia, sem enrolação. Quando o repórter começa com uma introdução vaga, genérica e demorada, ele faz exatamente o contrário do que se espera de uma boa abertura: segura o assunto e faz o leitor pensar “vai logo ao que interessa”. Esse tipo de começo artificial, usado para “enfeitar” a entrada do texto, é chamado de nariz de cera. É uma expressão bem conhecida no jornalismo para designar introduções longas, imprecisas e dispensáveis, que atrasam a entrada no fato principal. Em prova, sempre desconfie da alternativa que descreve uma abertura que não entrega logo a informação central. Já a técnica correta para notícias é, em regra, a pirâmide invertida, que organiza o texto do mais importante para o menos importante. Então, se o enunciado fala de frase inicial sem o essencial, com introdução desnecessária e cheia de rodeios, ele está apontando para o nariz de cera. Esse sentido é consagrado na doutrina de jornalismo, especialmente ao tratar da estrutura da notícia e da objetividade da redação jornalística. Em concurso, o CESPE gosta justamente dessa diferença clássica: pirâmide invertida é técnica de organização; nariz de cera é vício de estilo na abertura.

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