Algumas assessorias, no atendimento à imprensa em geral, optam, em paralelo, pela criação de um quadro de jornalistas, cujo credenciamento
- A)é restrito a setores de cobertura de grandes eventos, como shows.
Errada: credenciamento de jornalistas não se limita a setores de grandes eventos, porque também é usado em assessorias e órgãos públicos para organizar o relacionamento com a imprensa.
- B)justifica-se apenas para a emissão de crachás de identificação na entrada de prédios.
Errada: o objetivo do credenciamento não é apenas emitir crachás, mas também identificar profissionais e facilitar o acesso à informação e às fontes.
- C)facilita o relacionamento dos jornalistas com suas fontes, e vice-versa, incluída a própria assessoria.
Certa: o credenciamento serve para organizar o contato entre jornalistas, fontes e assessoria, tornando a comunicação mais rápida e eficiente.
- D)é prática autoritária para controlar a circulação de repórteres em determinada área.
Errada: credenciamento não é, por definição, uma prática autoritária, mas um instrumento de organização do atendimento à imprensa.
Gabarito: C
A questão trata de credenciamento de jornalistas por assessorias de comunicação. Na prática, isso acontece quando a assessoria organiza uma lista ou cadastro de profissionais para facilitar o fluxo de informação, o envio de pautas, convites, releases e o contato direto com quem cobre determinado tema. Não é, portanto, um mecanismo de controle autoritário, mas uma ferramenta de organização do relacionamento com a imprensa. Em geral, o credenciamento ajuda a aproximar as partes: o jornalista encontra mais facilmente a fonte certa, e a assessoria consegue direcionar informações com mais rapidez e precisão. Isso melhora a rotina de cobertura e evita aquele caos clássico de imprensa correndo atrás de quem fala, enquanto a fonte tenta achar quem quer entrevistar. É a comunicação funcionando com menos ruído. Por isso, o gabarito é a letra C. O enunciado destaca justamente que o quadro de jornalistas credenciados facilita o relacionamento dos jornalistas com suas fontes e vice-versa, incluindo a própria assessoria. Essa é a ideia central do credenciamento em assessoria: organizar o acesso e melhorar a interlocução, não barrar o trabalho da imprensa. Como base doutrinária, a prática se relaciona às funções de relacionamento com a imprensa e media relations, muito comuns em assessoria de comunicação. Já do ponto de vista constitucional, embora não haja um artigo específico sobre credenciamento jornalístico, o modelo deve respeitar a liberdade de informação e de imprensa prevista no art. 5º, IX, e no art. 220 da Constituição Federal, sem criar censura ou restrição indevida.