Acerca do processo de construção da notícia no âmbito de uma organização pública ou privada, julgue os seguintes itens. I Tachados de agrados e alvos de críticas negativas por jornalistas profissionais, cursos, treinamentos, workshops, viagens, prêmios e outros patrocínios deixaram de integrar as estratégias de relacionamento das assessorias com os jornalistas. II Da mesma forma como os repórteres constroem a sua agenda de fontes anotando mais que simplesmente números de telefone e endereços de contato, uma assessoria de imprensa deve ter o seu banco de fontes e um amplo cadastro de seus contatos na imprensa. III No atendimento ao segmento jornalístico, devem-se priorizar os jornalistas que mais frequentam a assessoria e mais publicam as notícias da casa, por uma questão de reciprocidade e valorização dos espaços midiáticos. Assinale a opção correta.
- A)Apenas o item I está certo.
Errada, porque o item I contraria os princípios éticos do relacionamento com a imprensa e não pode ser considerado correto.
- B)Apenas o item II está certo.
Certa, porque o item II descreve uma prática essencial da assessoria de imprensa: manter banco de fontes e cadastro organizado da mídia.
- C)Apenas os itens I e III estão certos.
Errada, porque o item I está incorreto e o item III também erra ao defender favorecimento de determinados jornalistas.
- D)Apenas os itens II e III estão certos.
Errada, porque o item III não deve ser seguido, já que a assessoria não pode priorizar jornalistas por reciprocidade ou conveniência.
- E)Todos os itens estão certos.
Errada, porque os itens I e III apresentam distorções sobre ética e atendimento jornalístico.
Gabarito: B
Na assessoria de comunicação, a relação com a imprensa deve ser ética, profissional e baseada em informação de qualidade. O assessor não “compra” simpatia com brindes ou viagens; isso é justamente o tipo de prática criticada por ferir a isenção e a credibilidade do trabalho jornalístico. Em vez disso, o foco deve ser construir vínculo sólido com conteúdo relevante, agilidade e disponibilidade de fontes. Por isso, o item I está errado: cursos, workshops, viagens, prêmios e outros patrocínios não deixaram de existir como estratégia de relacionamento em um sentido amplo, mas esse tipo de ação não pode ser tratada como mecanismo legítimo de influência sobre jornalistas, porque esbarra em limites éticos e pode comprometer a independência da cobertura. O item II está certo. Assim como o repórter organiza sua agenda de fontes, a assessoria precisa manter um bom banco de fontes e um cadastro atualizado dos contatos na imprensa. Isso é básico de rotina profissional: saber quem cobre o tema, como localizar, qual o veículo, qual o prazo e qual o melhor canal de abordagem. Sem isso, a assessoria vira um telefone sem fio corporativo. Já o item III está errado, porque a lógica não é privilegiar quem mais publica a notícia da casa nem quem mais frequenta a assessoria. O atendimento deve ser amplo, impessoal e orientado pelo interesse público e pela eficiência da informação, sem favorecimentos que possam distorcer o relacionamento com a imprensa. Assim, o gabarito B está correto porque somente o item II corresponde à prática adequada de assessoria de imprensa.