Considerando a situação de um profissional de jornalismo ocupado em apurar, redigir e editar matérias para uma publicação institucional, assinale a opção correta.
- A)Ao jornalista é permitido assumir outra identidade e ocultar câmeras, por lidar rotineiramente com a apuração de informações de interesse do público.
Errada: assumir outra identidade e ocultar câmera não é uma autorização geral para o jornalista, porque isso esbarra em ética jornalística e em limites legais.
- B)É desnecessário, na apuração, redação e edição, que o jornalista de uma publicação institucional cheque as informações de fontes oficiais.
Errada: a checagem de informações, inclusive de fontes oficiais, é parte essencial da apuração e não pode ser dispensada.
- C)Não compete ao jornalista da casa “traduzir” o jargão dos órgãos públicos, para que não distorça informações técnicas.
Errada: o jornalista da casa deve, sim, traduzir o jargão técnico dos órgãos públicos para uma linguagem clara e acessível ao público.
- D)Cenas de nudez, quando indispensáveis, devem passar por tratamento gráfico protetor, exceto os contextos documentais relativos a saúde, educação e cultura.
Certa: a regra admite tratamento gráfico protetor para nudez indispensável, com exceções documentais em saúde, educação e cultura.
- E)O merchandising de produtos de estatais pode ser inserido em conteúdos jornalísticos nas publicações de órgãos públicos.
Errada: merchandising em conteúdo jornalístico de órgão público compromete a impessoalidade e a finalidade informativa da publicação.
Gabarito: D
A questão cobra um ponto bem típico do jornalismo em comunicação institucional: você não escreve como se estivesse no modo "vale tudo". Mesmo em publicação institucional, o jornalista continua preso a critérios de interesse público, precisão, respeito à dignidade das pessoas e cuidado com a forma de apresentação da informação. Em geral, isso aparece em manuais de redação e de jornalismo público, que exigem tratamento responsável de imagens, fontes e conteúdo sensível. A alternativa D está correta porque segue a lógica de proteção da imagem e da dignidade, especialmente quando há nudez em material jornalístico. A regra é que, se a nudez for realmente indispensável para a compreensão da matéria, ela deve receber tratamento gráfico protetor. A exceção para contextos documentais de saúde, educação e cultura existe porque, nesses casos, a nudez pode ter finalidade informativa ou documental legítima, sem caráter sensacionalista. As outras opções tentam induzir você a aceitar práticas incompatíveis com o jornalismo ético. Em assessoria e publicação institucional, o cuidado com a apuração, a checagem e a linguagem é ainda maior, porque a informação sai em nome de um órgão público e precisa ser objetiva, fiel e compreensível para o cidadão. Resumo de prova: quando a banca falar de comunicação institucional, desconfie de qualquer frase que autorize disfarce, omissão de checagem, manutenção de jargão técnico ou merchandising indevido. CESPE/CEBRASPE gosta de testar justamente esses excessos.