Da mentalidade de “O público que se dane” (1882) ao surgimento de um campo teórico e prático denominado Comunicação Pública (2002), a atuação das assessorias de imprensa muito se diversificou em relação à busca de resultados. Considerando esse contexto, assinale a opção correta.
- A)Ações mercadológicas entram no composto da comunicação pública quando parte do lucro tem destinação benemérita.
Errada, porque ações mercadológicas com finalidade de lucro não se tornam comunicação pública só porque parte do lucro tem destinação benemérita.
- B)Desde os seus primórdios, as atividades dos assessores de imprensa e de relações públicas têm sido exercidas simultaneamente, por tradição e sem óbices corporativos.
Errada, porque assessoria de imprensa e relações públicas não são sinônimos e nem sempre foram exercidas simultaneamente, havendo distinções conceituais e corporativas.
- C)O que caracteriza as assessorias de imprensa em comunicação pública não está na origem estatal ou privada do financiamento, mas no apoio à cidadania.
Certa, porque na comunicação pública o critério decisivo é o interesse público e o apoio à cidadania, não a origem estatal ou privada do financiamento.
- D)A publicidade legal, ou seja, de leis, decretos e atos administrativos não faz parte do campo da comunicação pública por não se inserir na esfera pública política.
Errada, porque publicidade legal integra claramente a comunicação pública ao dar publicidade a leis, decretos e atos administrativos, garantindo transparência.
- E)Assessorias de imprensa com fins lucrativos pertencem naturalmente ao terceiro setor, daí não fazerem parte da comunicação pública.
Errada, porque assessoria de imprensa com fins lucrativos não pertence naturalmente ao terceiro setor, que é formado por entidades sem finalidade lucrativa.
Gabarito: C
A ideia central da Comunicação Pública não depende de quem paga a conta, mas de para quem a comunicação serve. Em outras palavras: pode haver comunicação pública em órgãos estatais, em entidades privadas, no terceiro setor ou até em assessorias contratadas, desde que o foco seja o interesse público, o direito à informação, a cidadania e a transparência. Esse é o ponto que derruba muitas pegadinhas de prova: nem toda comunicação feita pelo Estado é automaticamente pública, e nem toda comunicação feita por empresa privada é automaticamente mercadológica. O que importa é a finalidade. Quando a mensagem contribui para orientar o cidadão, prestar contas, viabilizar participação social ou esclarecer temas de interesse coletivo, ela entra no campo da comunicação pública. Na doutrina da área, a comunicação pública é normalmente associada à promoção do debate público, à transparência e ao acesso à informação, em sintonia com princípios constitucionais como publicidade e eficiência, além do direito fundamental à informação. No plano legal, isso conversa bem com a lógica da Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/2011), que reforça a divulgação de informações de interesse coletivo ou geral. Por isso, a alternativa correta é a que diz que o que caracteriza a assessoria de imprensa em comunicação pública não é a origem estatal ou privada do financiamento, mas o apoio à cidadania. A banca quer que você enxergue exatamente isso: a chave não está no bolso de quem paga, e sim no interesse de quem recebe a informação.