O bom relacionamento entre fontes e jornalistas é um dos fatores preponderantes para que se efetive o direito que o cidadão tem de ser informado. A esse respeito, assinale a opção correta.
- A)Informar a sociedade é um compromisso do homem público e do jornalista; o primeiro, pela obrigação de prestar contas, o segundo, pela missão de divulgar os fatos do interesse público.
Certa, porque resume corretamente a responsabilidade de prestar contas do agente público e a missão informativa do jornalista em favor do interesse público.
- B)Cabe ao assessor de imprensa orientar dirigentes e quadros técnicos quanto à pauta de temas liberados e interditados para divulgação.
Errada, porque o assessor de imprensa não define o que pode ou não ser divulgado como censurador da pauta; ele orienta a comunicação institucional, sem barrar informação de interesse público.
- C)Em uma organização, todos os funcionários devem ser instruídos a não manterem qualquer contato com jornalistas, sem o acompanhamento da assessoria de imprensa.
Errada, porque não existe regra de isolamento total dos funcionários em relação à imprensa; o papel da assessoria é organizar o fluxo, não proibir todo contato.
- D)O tempo do funcionalismo público não coincide com os momentos de busca da informação pelos jornalistas, por isso uma das tarefas constantes de um assessor é a de convencer os assessorados a não falarem a repórteres fora do expediente e, numa outra frente, dissuadirem os jornalistas inquietos a esperarem o dia seguinte.
Errada, porque a assessoria não deve simplesmente dissuadir jornalistas ou impedir fala fora do expediente de forma absoluta; a lógica é de acesso e transparência, não de obstrução.
- E)Personalidades do mundo político não podem ser equiparadas a personalidades do mundo mercadológico em termos de tratamento de imagem institucional.
Errada, porque a imagem institucional pode exigir estratégias diferentes, mas não há essa proibição absoluta de comparação entre perfis políticos e mercadológicos como a frase sugere.
Gabarito: A
A questão trata da relação saudável entre fontes, assessoria e imprensa, que é essencial para o direito fundamental à informação. Em comunicação social, a ideia central não é fechar portas para o jornalista, mas garantir acesso responsável, transparência e fluxo adequado de informações de interesse público. Quando a informação é de interesse coletivo, o agente público e o jornalista atuam em papéis complementares: um presta contas, o outro divulga e apura os fatos. Por isso, a alternativa A está correta. Ela traduz bem essa lógica: o homem público tem dever de prestar contas à sociedade, e o jornalista tem a missão de divulgar fatos relevantes ao interesse público. Essa visão se harmoniza com os princípios democráticos da publicidade e da liberdade de informação, além de combinar com a prática jornalística séria, que depende de fontes acessíveis e confiáveis. As demais alternativas tentam transformar a assessoria de imprensa em uma espécie de filtro de bloqueio, o que não é a função correta. O assessor orienta, organiza e media o relacionamento institucional, mas não deve virar guardião de silêncio nem impedir contato legítimo com a imprensa. Em comunicação pública, a regra é facilitar o acesso com responsabilidade, não criar um labirinto para o repórter. Em termos doutrinários, a assessoria de imprensa trabalha para qualificar a informação e proteger a imagem institucional sem violar o interesse público. Já a lógica da transparência é reforçada em normas como a Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/2011), que prestigia a publicidade como regra. Em resumo: quanto melhor o diálogo entre fontes e jornalistas, maior a chance de o cidadão ser bem informado.