O jornalismo sempre contou com a participação da audiência, embora de forma limitada, como é o caso da carta dos leitores. O surgimento das redes sociais possibilitou a participação de qualquer indivíduo no processo de produção e divulgação de notícias, o que gerou um debate sobre o papel do jornalista nesse novo cenário. Dessa forma, na contemporaneidade, cabe ao jornalista
- A)dar a notícia, manter a objetividade, buscar a verdade, a independência e a noção de serviço público.
Certa, porque traduz os pilares clássicos da ética jornalística: objetividade, busca da verdade, independência e serviço público.
- B)dar a notícia, manter a subjetividade, buscar a verdade, mesmo consciente de sua dependência em relação aos algoritmos.
Errada, porque o jornalismo não se orienta pela subjetividade e não assume dependência dos algoritmos como princípio ético.
- C)atuar como guardião da verdade, denunciando perfis em redes sociais que divulguem notícias falsas.
Errada, porque o jornalista não é um 'guardião da verdade' policialesco nas redes, mas um profissional que apura e informa com responsabilidade.
- D)ignorar a checagem dos fatos para não perder o furo de reportagem e sempre estar à frente na divulgação noticiosa.
Errada, porque checagem de fatos é obrigação básica do jornalismo e não pode ser sacrificada em nome do furo.
- E)controlar a ação dos algoritmos, com o objetivo de impedir que computadores ditem a agenda noticiosa.
Errada, porque o jornalista não controla algoritmos; ele trabalha com critérios editoriais, apuração e curadoria, sem pretensão de mandar na tecnologia.
Gabarito: A
O jornalismo mudou muito com a internet, mas alguns pilares continuam de pé como cadeira boa de redação: apurar, conferir, contextualizar e servir ao interesse público. As redes sociais abriram espaço para qualquer pessoa produzir e espalhar informação, mas isso não elimina a função do jornalista. Pelo contrário, aumenta a responsabilidade profissional em meio ao excesso de ruído. Na ética jornalística, a ideia central é que o jornalista deve buscar a verdade possível, com objetividade metodológica, independência e compromisso social. Em linhas bem conhecidas nos códigos de ética da profissão, não basta publicar rápido: é preciso checar fatos, ouvir fontes e separar informação de boato. A notícia pode até viralizar em segundos, mas a credibilidade leva anos para ser construída. Por isso, o gabarito está na alternativa A. Ela resume corretamente o papel do jornalista na contemporaneidade: dar a notícia com objetividade, buscar a verdade, preservar a independência e manter a noção de serviço público. Em vez de competir com a velocidade das redes de modo irresponsável, o jornalista deve oferecer aquilo que o ambiente digital mais precisa: apuração confiável. As demais alternativas tentam seduzir você com palavras da moda, mas escorregam no ponto central. Jornalismo ético não é subjetivismo, nem caça a perfis, nem desprezo pela checagem, nem a fantasia de controlar algoritmos. O foco continua sendo o mesmo de sempre: informar bem para a sociedade decidir melhor.