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Comunicação Social · CESGRANRIO · 2023

Questão comentada de Comunicação Social

O jornalismo sempre contou com a participação da audiência, embora de forma limitada, como é o caso da carta dos leitores. O surgimento das redes sociais possibilitou a participação de qualquer indivíduo no processo de produção e divulgação de notícias, o que gerou um debate sobre o papel do jornalista nesse novo cenário. Dessa forma, na contemporaneidade, cabe ao jornalista

Gabarito: A

O jornalismo mudou muito com a internet, mas alguns pilares continuam de pé como cadeira boa de redação: apurar, conferir, contextualizar e servir ao interesse público. As redes sociais abriram espaço para qualquer pessoa produzir e espalhar informação, mas isso não elimina a função do jornalista. Pelo contrário, aumenta a responsabilidade profissional em meio ao excesso de ruído. Na ética jornalística, a ideia central é que o jornalista deve buscar a verdade possível, com objetividade metodológica, independência e compromisso social. Em linhas bem conhecidas nos códigos de ética da profissão, não basta publicar rápido: é preciso checar fatos, ouvir fontes e separar informação de boato. A notícia pode até viralizar em segundos, mas a credibilidade leva anos para ser construída. Por isso, o gabarito está na alternativa A. Ela resume corretamente o papel do jornalista na contemporaneidade: dar a notícia com objetividade, buscar a verdade, preservar a independência e manter a noção de serviço público. Em vez de competir com a velocidade das redes de modo irresponsável, o jornalista deve oferecer aquilo que o ambiente digital mais precisa: apuração confiável. As demais alternativas tentam seduzir você com palavras da moda, mas escorregam no ponto central. Jornalismo ético não é subjetivismo, nem caça a perfis, nem desprezo pela checagem, nem a fantasia de controlar algoritmos. O foco continua sendo o mesmo de sempre: informar bem para a sociedade decidir melhor.

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