Qual das alternativas a seguir não está de acordo com os princípios éticos que regem a atuação do profissional de Relações Públicas?
- A)Cabe ao profissional de Relações Públicas opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos do Homem.
Está certa, porque o RP deve se opor ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, em sintonia com os direitos humanos.
- B)O profissional de Relações Públicas não pode frustrar a manifestação de opiniões divergentes ou impedir o livre debate.
Está certa, pois a ética da profissão exige respeito ao debate livre e às opiniões divergentes.
- C)O profissional de Relações Públicas não pode concordar com a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, políticos, religiosos, raciais, de sexo e de orientação sexual.
Está certa, porque a discriminação por qualquer motivo é incompatível com os princípios éticos das Relações Públicas.
- D)O acesso à informação pública é um direito inerente à condição de vida em sociedade, que não pode ser impedido por nenhum tipo de interesse.
Está certa, já que o acesso à informação pública se relaciona com transparência e interesse coletivo, não com bloqueio por interesses particulares.
- E)O profissional de Relações Públicas deve pugnar pelo exercício da soberania nacional, e pela prevalência da vontade da maioria da sociedade, em detrimento dos direitos das minorias.
Está errada, porque a ética profissional não autoriza sacrificar direitos de minorias em nome da vontade da maioria.
Gabarito: E
A ética em Relações Públicas no Brasil é guiada por ideias como defesa dos direitos humanos, respeito à liberdade de expressão, rejeição à discriminação e compromisso com o interesse público. Em prova, isso aparece muito ligado ao Código de Ética do profissional de Relações Públicas, que valoriza a verdade, o diálogo e a convivência democrática. O ponto central é simples: o profissional de RP não atua para impor silêncio, censura ou perseguição, e sim para favorecer a circulação responsável da informação e o relacionamento transparente entre instituições e públicos. Por isso, alternativas que falam em combater o arbítrio, respeitar opiniões divergentes e impedir discriminações estão em linha com a ética da profissão. A letra E está errada porque distorce a lógica democrática da atuação profissional. O RP deve respeitar a soberania nacional e o interesse coletivo, mas não pode defender a vontade da maioria em detrimento dos direitos das minorias. Direitos fundamentais não entram em votação como se fossem placar de torcida. Em termos doutrinários e constitucionais, isso conversa com a proteção à dignidade da pessoa humana, à igualdade e à liberdade de expressão, previstos na Constituição Federal. Logo, qualquer ideia de prevalência da maioria sobre direitos das minorias contraria o núcleo ético e jurídico que orienta a profissão.