Durante a montagem de um herbário, o curador estava preocupado com a preservação das exsicatas e a possibilidade de infestação por insetos. Um dos técnicos da coleção sugeriu uma estratégia para evitar que os insetos danificassem as amostras secas. Qual procedimento que poderia ser adotado, antes das amostras irem para a coleção, que seria mais eficaz para impedir essa infestação nas exsicatas?
- A)Choque térmico na sala de armazenamento constante após a secagem completa.
Errada, porque choque térmico sem controle não é o procedimento padrão nem o mais seguro para preservar exsicatas.
- B)Armazenamento das exsicatas em câmaras de congelamento a -20ºC por pelo menos 48-72 horas antes do armazenamento.
Certa, porque o congelamento a -20 ºC por 48 a 72 horas é uma medida preventiva eficaz contra insetos e seus estágios de desenvolvimento.
- C)Tratamento das exsicatas com solução de formol antes da secagem.
Errada, porque o formol pode danificar o material e não é a estratégia mais indicada para controle preventivo de infestação em exsicatas secas.
- D)Uso de naftalina nas amostras.
Errada, porque a naftalina é menos recomendada, tem limitações de eficácia e não substitui o controle preventivo adequado.
- E)Imersão das exsicatas em álcool etílico para preservação.
Errada, porque álcool etílico é usado em outros tipos de preservação, mas não é o procedimento adequado para exsicatas secas de herbário.
Gabarito: B
Em herbários, o objetivo é conservar as exsicatas secas sem deixar que fungos, umidade e, principalmente, insetos virem a festa da coleção. Como as amostras já passaram pela secagem, o passo mais eficaz antes de entrarem definitivamente no acervo é fazer um tratamento preventivo que elimine ovos, larvas e possíveis adultos escondidos nos materiais vegetais. A ideia é simples: se o inseto já estiver dentro da amostra, depois vira dor de cabeça para o curador. Por isso, o congelamento é uma medida muito usada em conservação biológica. Manter as exsicatas a cerca de -20 ºC por 48 a 72 horas ajuda a matar ou inviabilizar os estágios de desenvolvimento dos insetos, reduzindo o risco de infestação na coleção. É uma prática compatível com a lógica de preservação de acervos secos e não deixa resíduo químico na amostra. As outras opções parecem tentadoras, mas não são a melhor solução. Alguns produtos químicos podem alterar a amostra, trazer riscos ao manuseio ou não resolver o problema de forma confiável. Em prova, pense assim: para coleções botânicas, o ideal é prevenir sem estragar o material. Aqui, o congelamento funciona como o “banho de gelo” que corta o mal pela raiz.