Existe um grupo de doenças infeciosas, onde as medidas de controle ainda não obtêm resultado satisfatórios. Neste grupo destaca-se uma doença que tem sido objeto de um dos maiores programas de controle realizados no país e tem mobilizado o interesse do público e a mídia. Em função da dificuldade para a eliminação de um mosquito domiciliado e que facilmente se multiplica em diferentes recipientes que armazenam água, particularmente aqueles encontrados nos lixos das cidades como garrafas, latas e pneus, ou mesmo no interior dos domicílios, como em vasos de plantas, têm exigido um esforço substancial do setor saúde. Fonte: BARRETO, Maurício Lima. Esboços para um cenário das condições de saúde da população brasileira 2022/2030. Fundação Oswaldo Cruz. A saúde no Brasil em, v. 2030, p. 97-120, 2013. A doença acima descrita refere-se à:
- A)dengue.
Correta, porque a dengue é transmitida pelo Aedes aegypti e tem forte relação com água parada em recipientes domésticos.
- B)leishmaniose.
Errada, pois a leishmaniose é transmitida por flebotomíneos, não pelo mosquito urbano descrito no enunciado.
- C)tuberculose.
Errada, porque a tuberculose é uma doença respiratória transmitida pelo ar, sem relação com criadouros de mosquito.
- D)hepatites.
Errada, já que hepatites não têm esse padrão de transmissão por mosquito domiciliado e água parada.
- E)febre tifóide.
Errada, pois a febre tifóide é transmitida por água ou alimentos contaminados, e não por mosquito.
Gabarito: A
A questão descreve uma doença infecciosa transmitida por um mosquito que se reproduz com muita facilidade em recipientes com água parada, como pneus, garrafas, latas e vasos de plantas. Esse cenário é clássico da dengue, causada por um vírus e transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que adora um criadouro doméstico bem improvisado. Ou seja, não basta tratar os doentes: o grande desafio é eliminar os locais onde o mosquito se multiplica. A dengue costuma ser lembrada em campanhas de saúde pública justamente porque o controle depende muito da participação da população e da limpeza do ambiente. Por isso, ela mobiliza tanto o setor de saúde quanto a mídia, especialmente em períodos de surtos. A lógica é simples: sem água parada, o mosquito perde o “berçário”. As outras alternativas fogem do texto porque não envolvem esse mosquito domiciliado típico. Leishmaniose é transmitida por flebotomíneos, tuberculose é respiratória, hepatites têm transmissão variada e febre tifóide está ligada à contaminação fecal-oral. O enunciado, porém, aponta direto para a doença vetorial urbana associada ao Aedes aegypti, que é a dengue.