No sistema digestório humano, certas enzimas digestivas são secretadas inicialmente em uma forma inativa, o que impede que elas iniciem a digestão de suas próprias células secretoras. Essas enzimas são ativadas apenas depois de lançadas no trato digestivo. A situação descrita pode ser observada, por exemplo, com a enzima
- A)amilase, que é fabricada pelas glândulas salivares e se torna ativa apenas quando em meio de pH básico, como encontrado na boca.
Errada, porque a amilase salivar é secretada já ativa e não depende de ativação por pH básico para começar a funcionar.
- B)lipase, produzida em uma forma inativa no duodeno e ativada pela ação da enzima enteroquinase, encontrada no suco pancreático.
Errada, porque a lipase não é o exemplo clássico de enzima secretada inativa no duodeno e a enteroquinase não é encontrada no suco pancreático.
- C)pepsinogênio, presente no intestino delgado e convertida em pepsina ativa quando em contato com o bicarbonato de sódio do suco pancreático.
Errada, porque o pepsinogênio é produzido no estômago e é ativado pelo meio ácido, não pelo bicarbonato do suco pancreático.
- D)quimotripsina, secretada em uma forma inativa no pâncreas e ativada pela ação da enzima tripsina, presente no duodeno.
Certa, porque a quimotripsina é secretada pelo pâncreas na forma inativa (quimotripsinogênio) e ativada pela tripsina no duodeno.
Gabarito: D
No sistema digestório, o corpo evita uma verdadeira “autodigestão” produzindo algumas enzimas na forma de precursores inativos, chamados zimogênios ou pró-enzimas. A ideia é simples: a enzima só ganha atividade depois de chegar ao local certo, onde será ativada por outra substância ou por condições do meio. Assim, o pâncreas e outras glândulas não viram alvo da própria digestão que produzem. Um exemplo clássico é a quimotripsina. Ela não é liberada pronta para agir, mas sim como quimotripsinogênio, pelo pâncreas. Depois, no duodeno, a tripsina faz a ativação, transformando esse precursor na enzima ativa. Isso encaixa exatamente com o enunciado: secreção inativa primeiro, ativação só no trato digestivo. As outras alternativas tentam misturar nomes e locais, mas tropeçam em detalhes importantes. Amilase salivar já é secretada ativa, a lipase não segue esse caminho descrito, e o pepsinogênio é do estômago, não do intestino delgado. Em prova, esses “pequenos detalhes” são justamente a armadilha favorita da banca. Portanto, o gabarito é a letra D, porque descreve corretamente um zimogênio pancreático ativado no duodeno pela ação da tripsina.