A maioria das estruturas celulares observados ao microscópio óptico (MO) são incolores, o que dificulta sua visualização. Os corantes são substâncias que torna os componentes celulares visíveis. Durante uma aula prática para observação de estruturas celulares ao MO, recomenda-se o uso de
- A)eosina, corante de natureza básica essencial para o exame de cloroplastos em folhas de elódea.
Errada, porque a eosina é um corante ácido e não é o corante clássico para visualizar cloroplastos.
- B)lugol, corante de natureza ácida que cora de marrom os amiloplastos das células do fígado.
Errada, porque o lugol é usado para evidenciar amido, mas não é corante ácido nem cora amiloplastos do fígado, já que amiloplastos são típicos de tecidos vegetais.
- C)orceína acética, corante de natureza básica essencial para a visualização da membrana plasmática de hemácias.
Errada, porque a orceína acética é usada principalmente para evidenciar cromossomos, não a membrana plasmática de hemácias.
- D)azul de metileno, corante de natureza básica que cora de azul (arroxeado) o núcleo de células da mucosa de bochecha.
Certa, porque o azul de metileno é um corante básico que destaca o núcleo das células da mucosa bucal.
- E)hematoxilina, corante de natureza ácida, essencial para a coloração de ribossomos em epiderme de cebola.
Errada, porque a hematoxilina não é corante ácido e ribossomos não são o alvo clássico dessa coloração em epiderme de cebola.
Gabarito: D
Quando você observa células ao microscópio óptico, muitas estruturas ficam praticamente “transparentes”. Por isso, entram em cena os corantes, que aumentam o contraste e ajudam a enxergar o que antes passava despercebido. Em geral, corantes básicos têm afinidade por estruturas ácidas da célula, como o núcleo, enquanto corantes ácidos tendem a se ligar melhor a componentes básicos do citoplasma. Na prática de biologia, o azul de metileno é um clássico justamente porque destaca o núcleo das células da mucosa bucal, tingindo-o de azul-arroxeado. Isso acontece porque o núcleo contém ácidos nucleicos, que atraem esse corante básico. É aquele tipo de preparação que faz a célula “aparecer” de verdade no microscópio, sem precisar de mágica, só de química bem aplicada. A alternativa D está correta por trazer o corante certo para a estrutura certa: azul de metileno, corante básico, usado para evidenciar o núcleo em células da mucosa de bochecha. As demais alternativas trocam o tipo do corante, a estrutura alvo ou até o tecido, o que derruba a associação. Em microscopia didática, a lógica é sempre essa: saber o que o corante evidencia e com que afinidade ele age.