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Biologia · FGV · 2023

Questão comentada de Biologia

David Baltimore propôs, em 1971, uma classificação para os vírus correlacionando as características do ácido nucléico com as estratégias de replicação. Segundo Baltimore, os vírus podem ser classificados em 7 classes: • Classe I - DNA de fita dupla. • Classe II - DNA de fita simples positiva. • Classe III - RNA de fita dupla. • Classe IV - RNA de fita simples positiva. • Classe V - RNA de fita simples negativa. • Classe VI - RNA de fita simples positiva, com DNA intermediário no ciclo biológico do vírus. • Classe VII - DNA de fita dupla com RNA intermediário. Segundo essa classificação, o HIV (vírus da imunodeficiência humana) e o SARS-CoV-2 pertencem, respectivamente, às classes

Gabarito: E

A classificação de Baltimore organiza os vírus pelo tipo de material genético e, principalmente, pelo caminho que eles usam para produzir RNA mensageiro e se replicar. É uma forma esperta de “seguir o fluxo” da informação genética: DNA e RNA podem parecer parentes próximos, mas cada vírus escolhe uma estratégia diferente para chegar ao mesmo objetivo, que é sequestrar a célula e fabricar novos vírus. O HIV é um retrovírus, com RNA de fita simples positiva que usa a enzima transcriptase reversa para fazer DNA intermediário dentro da célula hospedeira. Por isso, ele entra na classe VI. Já o SARS-CoV-2 é um vírus de RNA de fita simples positiva, que pode funcionar diretamente como RNA mensageiro, sem precisar de um DNA intermediário. Esse perfil corresponde à classe IV. Então, quando a questão pede HIV e SARS-CoV-2, respectivamente, a resposta é classe VI e classe IV. É uma cobrança clássica de prova: o vírus não é classificado só pelo tipo de ácido nucleico, mas pelo “roteiro” de replicação. Em vestibular e concurso, vale decorar que retrovírus = classe VI e RNA positivo sem intermediário de DNA = classe IV.

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