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Biologia · FGV · 2022

Questão comentada de Biologia

“O Amapá está entre os estados com maior riqueza em biodiversidade do Brasil. Dados coletados por pesquisadores em expedições que acontecem desde 2019, mostram que o Parque do Tumucumaque, considerado o maior parque de floresta tropical do mundo, abriga as árvores mais altas do Brasil, todas da espécie de angiosperma angelim vermelho, nativa da região”. (adaptado de G1 – O Globo, 30/06/2022) O angelim vermelho, Dinizia excelsa, é uma árvore da mata de terra firme da Amazônia e chega a mais de 60m de altura e 2m de diâmetro. No angelim vermelho, como nas demais angiospermas, a planta propriamente dita, com seus mais de 60m de altura é o

Gabarito: E

Nas angiospermas, a fase dominante do ciclo de vida é o esporófito, que é a planta adulta que você vê no campo, na floresta ou na foto da reportagem. No angelim vermelho, esses mais de 60 metros de altura correspondem justamente ao esporófito, e ele é diploide (2n), porque carrega dois conjuntos de cromossomos. Já o gametófito nas angiospermas é bem reduzido e discreto, quase um “modo compacto” da planta. Ele é haploide (n) e fica protegido dentro dos tecidos do esporófito: o masculino no grão de pólen e o feminino no óvulo. Ou seja, aqui a geração que produz gametas não aparece como uma plantona independente, e sim como estruturas microscópicas dependentes. Por isso, o item E está correto: a planta visível e gigantesca é o esporófito, diploide, e a geração gametofítica é haploide e se desenvolve dentro dos tecidos do esporófito. Essa é a característica clássica das angiospermas, bem diferente de grupos como musgos, em que o gametófito é a fase dominante. Se você guardar uma regra simples, ajuda muito: em angiospermas, o que impressiona pela altura é o esporófito; o gametófito trabalha nos bastidores, pequeno e protegido. A banca costuma cobrar exatamente essa inversão de importância entre as gerações, então vale ficar atento para não trocar quem é quem.

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