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Biologia · FGV · 2022

Questão comentada de Biologia

Na região amazônica são encontradas seis espécies do gênero Cattleya, entre elas a C. eldorado. Essa orquídea pode ser encontrada nos estados do Pará e Amazonas, nas proximidades de Manaus. Esta espécie, ao desenvolver-se apoiada em outros vegetais (forófitos), tem com eles uma relação de

Gabarito: B

Quando uma planta vive apoiada em outra apenas para se sustentar e conseguir melhor acesso à luz, sem retirar alimento do hospedeiro, a relação é chamada de epifitismo. Isso é muito comum em orquídeas, bromélias e samambaias, que usam o forófito como “apoio físico”, e não como fonte de nutrientes. No caso da Cattleya eldorado, ela se desenvolve sobre outros vegetais, aproveitando a posição elevada para captar mais luz e realizar fotossíntese com eficiência. O ponto principal aqui é: epífita não é parasita. A epífita não suga seiva, não entra no floema do forófito e não causa prejuízo direto ao vegetal hospedeiro. Ela só “pega carona” na estrutura da planta maior. Já o parasitismo implica prejuízo ao hospedeiro, com retirada de recursos, o que não ocorre nas orquídeas epífitas. Por isso, o gabarito B está correto: a relação é de epifitismo, e a vantagem é principalmente a melhor incidência de luz. O enunciado tenta confundir você misturando a ideia de apoio com a de nutrição, mas orquídea epífita não vive às custas do forófito. Se ela fosse parasita, aí sim haveria extração de nutrientes do hospedeiro, o que não é o caso. Em concursos, a banca costuma cobrar essa diferença com pegadinha clássica: planta em cima de árvore não significa, automaticamente, parasitismo. Em Biologia, a convivência pode ser só uma carona ecológica, sem drama e sem roubo de seiva.

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