Na região amazônica são encontradas seis espécies do gênero Cattleya, entre elas a C. eldorado. Essa orquídea pode ser encontrada nos estados do Pará e Amazonas, nas proximidades de Manaus. Esta espécie, ao desenvolver-se apoiada em outros vegetais (forófitos), tem com eles uma relação de
- A)parasitismo, onde a posição elevada garante maior suprimento de luz para a fotossíntese, o que complementa os nutrientes que as orquídeas extraem do floema dos forófitos.
Errada, porque orquídeas epífitas não retiram nutrientes do floema do forófito nem estabelecem parasitismo.
- B)epifitismo, onde a posição elevada nos forófitos garante maior suprimento de luz para a fotossíntese.
Certa, pois a orquídea vive sobre outro vegetal apenas como suporte, obtendo mais luz para a fotossíntese.
- C)parasitismo, onde a posição elevada nos forófitos garante maior suprimento de luz para a fotossíntese.
Errada, porque a simples posição elevada não transforma a relação em parasitismo; falta a retirada de recursos do hospedeiro.
- D)epifitismo, onde a posição elevada garante maior suprimento de luz para a fotossíntese, que complementa os nutrientes que as orquídeas extraem do floema dos forófitos.
Errada, porque mistura epifitismo com nutrição parasitária, o que não ocorre nas orquídeas epífitas.
- E)amensalismo, prejudicando os forófitos, mas não levando nenhuma vantagem com a relação.
Errada, porque amensalismo é uma relação em que um é prejudicado e o outro não é afetado, o que não descreve a situação.
Gabarito: B
Quando uma planta vive apoiada em outra apenas para se sustentar e conseguir melhor acesso à luz, sem retirar alimento do hospedeiro, a relação é chamada de epifitismo. Isso é muito comum em orquídeas, bromélias e samambaias, que usam o forófito como “apoio físico”, e não como fonte de nutrientes. No caso da Cattleya eldorado, ela se desenvolve sobre outros vegetais, aproveitando a posição elevada para captar mais luz e realizar fotossíntese com eficiência. O ponto principal aqui é: epífita não é parasita. A epífita não suga seiva, não entra no floema do forófito e não causa prejuízo direto ao vegetal hospedeiro. Ela só “pega carona” na estrutura da planta maior. Já o parasitismo implica prejuízo ao hospedeiro, com retirada de recursos, o que não ocorre nas orquídeas epífitas. Por isso, o gabarito B está correto: a relação é de epifitismo, e a vantagem é principalmente a melhor incidência de luz. O enunciado tenta confundir você misturando a ideia de apoio com a de nutrição, mas orquídea epífita não vive às custas do forófito. Se ela fosse parasita, aí sim haveria extração de nutrientes do hospedeiro, o que não é o caso. Em concursos, a banca costuma cobrar essa diferença com pegadinha clássica: planta em cima de árvore não significa, automaticamente, parasitismo. Em Biologia, a convivência pode ser só uma carona ecológica, sem drama e sem roubo de seiva.