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Biologia · FGV · 2022

Questão comentada de Biologia

Diferente de outros minerais do solo, os íons amônio e nitrato - as formas de nitrogênio assimiláveis pelas plantas – não são derivados do intemperismo das rochas. Embora o relâmpago produza pequenas quantidades de nitrato - que se precipita no solo pela chuva, a maior parte do nitrogênio do solo provém da atividade de bactérias. No ciclo do nitrogênio, bactérias

Gabarito: C

No ciclo do nitrogênio, quem faz o trabalho pesado são bactérias especializadas em etapas diferentes. O nitrogênio atmosférico (N2) não entra direto na dieta das plantas; primeiro ele precisa ser transformado em formas assimiláveis, como amônio (NH4+) e nitrato (NO3-). É por isso que o solo depende tanto da microbiota: ela funciona como uma “indústria química” natural, só que sem jaleco e sem pausa pro café. A sequência clássica envolve: fixação do nitrogênio, nitrificação, amonificação e desnitrificação. Na nitrificação, bactérias como Nitrosomonas oxidam o íon amônio em nitrito (NO2-), e depois outras, como Nitrobacter, oxidam o nitrito em nitrato. Já a amonificação devolve nitrogênio orgânico da matéria morta para a forma amoniacal. A desnitrificação, por sua vez, fecha o ciclo ao transformar nitrato em N2, em ambiente sem oxigênio. Por isso, o gabarito é a alternativa C: Nitrosomonas realmente transformam íons amônio em nitrito. Essa é uma etapa correta da nitrificação, e é um ponto muito cobrado em ecologia, porque mistura nomes parecidos com funções parecidas, do jeitinho que banca adora. Dá para memorizar assim: amônio -> nitrito -> nitrato. Se a questão falar em transformação de amônio para nitrito, pense em Nitrosomonas; se falar em nitrito para nitrato, pense em Nitrobacter. E, só para não confundir, Rhizobium está mais ligado à fixação do nitrogênio em simbiose com leguminosas.

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