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Biologia · FGV · 2022

Questão comentada de Biologia

O ‘teste de diatomáceas’ consiste na análise quantitativa e qualitativa de algas diatomáceas encontradas nos tecidos internos das vítimas de afogamento. A recuperação post-mortem destas algas é possível porque elas são constituídas por uma parede extracelular, conhecida como frústula, que é resistente a vários ácidos utilizados no processo de degradação de tecidos orgânicos em laboratório. (Adaptado de: https://revista.rbc.org.br/index.php/rbc/article/view/67/pdf_13.) A frústula das diatomáceas é composta tipicamente por

Gabarito: E

As diatomáceas são algas microscópicas muito famosas por sua parede celular rígida e ornamentada, chamada frústula. Essa estrutura funciona como uma verdadeira “caixinha” protetora, com desenhos finos e alta resistência química, o que ajuda até na investigação de mortes por afogamento. Como a frústula é muito resistente, ela pode ser recuperada mesmo após a decomposição de outros tecidos. O ponto-chave da questão é a composição dessa parede. Nas diatomáceas, a frústula é formada tipicamente por sílica, isto é, compostos de silício. Por isso ela suporta vários ácidos usados em laboratório para degradar material orgânico. Em outras palavras: a algazinha é minúscula, mas a armadura dela é bem parruda. Esse tipo de detalhe é clássico em Biologia: quando a banca fala em estrutura de resistência em seres vivos, vale lembrar que a parede das diatomáceas não é de sais de cálcio, nem de metais como ferro, cobre ou zinco. O material característico é a sílica, associada ao silício. Então o gabarito E está correto. Em provas, a ideia costuma ser testar se você reconhece a frústula como uma estrutura silicosa, típica de diatomáceas, e não como uma parede celular “comum” de outros organismos. Se apareceu diatomácea + frústula + resistência química, pense imediatamente em silício.

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