O desconhecimento de padrões ecológicos aliado a sistemáticas intervenções em florestas tropicais, especialmente na Amazônia brasileira, tem gerado grandes impactos ambientais. As suas consequências, em algumas regiões, requerem ações conservacionistas imediatas. Um dos subsídios importantes para a conservação e recuperação das formações florestais parte da análise do estágio sucessional desses fragmentos (Adaptado de LIMA, et alii. Sucessão ecológica de um trecho de Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas, Carauari, Amazonas. Pesquisa Florestal Brasileira, [S. l.], v. 31, n. 67, p. 161, 2011. Disponível em: https://pfb.cnpf.embrapa.br/pfb/index.php/pfb/article/view/261). Uma região da Amazônia, onde a mata foi removida e volta a ser ocupada pelos seres vivos, é um exemplo de sucessão
- A)clímax, onde a biodiversidade tende a ser menor que a da comunidade pioneira.
Errada, porque clímax é o estágio final e estável da sucessão, não a fase inicial após a remoção da vegetação.
- B)secundária, onde a biomassa tende a ser maior que a da comunidade clímax.
Errada, porque na sucessão secundária a biomassa tende a crescer ao longo do processo, e não superar a da comunidade clímax logo de início.
- C)clímax, onde a biodiversidade tende a ser maior que a da comunidade pioneira.
Errada, porque a área desmatada e depois recolonizada não está em clímax; além disso, a biodiversidade do clímax tende a ser maior que a das fases iniciais.
- D)secundária, onde a biodiversidade tende a ser menor que a da comunidade clímax.
Certa, porque a recolonização de uma área onde a mata foi removida caracteriza sucessão secundária, e a biodiversidade tende a ser menor do que na comunidade clímax.
- E)clímax, onde a biomassa tende a ser menor que a da comunidade pioneira.
Errada, porque clímax não tem biomassa menor que a comunidade pioneira; ocorre justamente o contrário, com maior complexidade e biomassa acumulada.
Gabarito: D
Sucessão ecológica é o processo de mudança gradual das comunidades ao longo do tempo, depois de uma perturbação ou em um ambiente novo. Quando a vegetação original é retirada, mas o solo já existe e ainda guarda sementes, raízes, microorganismos e matéria orgânica, o ambiente não começa do zero: isso caracteriza sucessão secundária. É o caso de áreas da Amazônia que foram desmatadas e depois voltam a ser ocupadas por seres vivos. Nessa volta da vida ao ambiente, a comunidade vai ficando mais complexa, com aumento de biomassa e, em geral, da diversidade, até chegar a um estágio mais estável, o chamado clímax. Ou seja, o clímax não é o começo da história, mas o ponto de maior maturidade ecológica do processo. Por isso, a alternativa D está correta: se a mata foi removida e a área volta a ser ocupada por seres vivos, trata-se de sucessão secundária. Além disso, ao comparar com a comunidade clímax, a biodiversidade tende a ser menor nas fases iniciais e intermediárias da sucessão. Em ecologia, o raciocínio é simples: primeiro entra a turma da reconstrução, depois a turma da estabilidade. Esse entendimento é clássico na ecologia e aparece de forma consistente na doutrina científica sobre sucessão ecológica: distúrbio com solo preservado aponta para sucessão secundária, e a diversidade aumenta ao longo do processo até o clímax.