Considere um ser vivo 2n=4 que sofre meiose. Durante a anáfase II, cada célula terá
- A)dois cromossomos e será diploide.
Errada: na anáfase II as cromátides se separam, então o número de cromossomos não é dois naquele momento.
- B)quatro cromossomos e será haploide.
Certa: na anáfase II as cromátides-irmãs viram cromossomos independentes, totalizando quatro, e a célula continua haploide.
- C)dois cromossomos e será haploide.
Errada: embora a célula seja haploide, ela não terá apenas dois cromossomos na anáfase II, pois houve separação das cromátides.
- D)quatro cromossomos e será diploide
Errada: o número pode chegar a quatro cromossomos, mas a célula não é diploide nessa fase.
- E)dois cromossomos que serão bivalentes.
Errada: bivalentes aparecem na meiose I, quando os homólogos estão pareados, e não na anáfase II.
Gabarito: B
Na meiose, o número de cromossomos não fica “travado” do mesmo jeito o tempo todo. Primeiro, na meiose I, os cromossomos homólogos se separam. Como o ser vivo é 2n = 4, cada célula que sai da meiose I fica com n = 2, ou seja, haploide, mas com cromossomos ainda duplicados. A parte interessante vem na anáfase II: aqui, o que se separa são as cromátides-irmãs. Quando isso acontece, cada cromátide passa a ser considerada um cromossomo independente. Então, dentro de cada célula, naquele instante, há 4 cromossomos. Mas atenção ao rótulo de ploidia: a célula continua haploide, porque ela possui apenas um conjunto de cromossomos homólogos, isto é, n = 2. Haploide não significa “ter poucos cromossomos”, e sim ter apenas um conjunto. Por isso, o gabarito B está correto: durante a anáfase II, cada célula terá quatro cromossomos e será haploide. É aquela pegadinha clássica da meiose: o número de cromossomos pode aumentar momentaneamente quando as cromátides se separam, sem que a célula deixe de ser haploide.