A análise genética de amostras biológicas usadas em perícias de investigação de parentesco e de identificação de restos cadavéricos é feita, em geral, com o uso de DNA nuclear. No entanto, em determinadas situações, é possível utilizar o DNA extraído de outra organela, o(a):
- A)peroxissomo, cuja herança é frequentemente biparental;
Errada, porque peroxissomos não são usados como fonte padrão de DNA em perícias e não apresentam herança biparental relevante nesse contexto.
- B)mitocôndria, cuja herança é predominantemente uniparental materna;
Certa, porque a mitocôndria possui DNA próprio e herança predominantemente materna, sendo útil quando o DNA nuclear não é suficiente.
- C)lisossomo, cuja herança é predominantemente uniparental paterna, sendo raramente materna;
Errada, porque lisossomos não são organelas usadas para análise genética de parentesco e a afirmação sobre herança paterna não faz sentido biológico aqui.
- D)retículo endoplasmático rugoso, cuja herança é exclusivamente biparental;
Errada, porque o retículo endoplasmático rugoso não possui DNA próprio para esse tipo de análise e não tem herança biparental.
- E)complexo golgiense, cuja herança é uniparental, materna ou paterna.
Errada, porque o complexo golgiense não contém DNA próprio para uso forense e não possui herança uniparental.
Gabarito: B
Em provas de genética forense, o mais comum é analisar o DNA nuclear, porque ele traz a maior parte da informação genética do indivíduo. Mas há casos em que o material está degradado, escasso ou muito fragmentado, e aí entra um recurso muito útil: o DNA mitocondrial. Ele costuma ser mais resistente e aparece em muitas cópias por célula, o que ajuda bastante na identificação de restos cadavéricos e em algumas investigações de parentesco. A grande sacada aqui é entender a herança. O DNA nuclear vem de ambos os pais, enquanto o DNA mitocondrial tem herança predominantemente materna, porque as mitocôndrias do embrião vêm quase sempre do óvulo. Então, se a questão pergunta qual organela pode ser usada em vez do DNA nuclear em certas situações, a resposta é a mitocôndria. Isso é bem cobrado em biologia e genética forense: quando o núcleo não ajuda, a mitocôndria pode salvar a perícia. É uma informação clássica de doutrina biológica, sem depender de norma legal específica, porque o fundamento é científico mesmo. Por isso, o gabarito é a alternativa B: mitocôndria, com herança predominantemente uniparental materna.