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Biologia · FGV · 2022

Questão comentada de Biologia

A análise genética de amostras biológicas usadas em perícias de investigação de parentesco e de identificação de restos cadavéricos é feita, em geral, com o uso de DNA nuclear. No entanto, em determinadas situações, é possível utilizar o DNA extraído de outra organela, o(a):

Gabarito: B

Em provas de genética forense, o mais comum é analisar o DNA nuclear, porque ele traz a maior parte da informação genética do indivíduo. Mas há casos em que o material está degradado, escasso ou muito fragmentado, e aí entra um recurso muito útil: o DNA mitocondrial. Ele costuma ser mais resistente e aparece em muitas cópias por célula, o que ajuda bastante na identificação de restos cadavéricos e em algumas investigações de parentesco. A grande sacada aqui é entender a herança. O DNA nuclear vem de ambos os pais, enquanto o DNA mitocondrial tem herança predominantemente materna, porque as mitocôndrias do embrião vêm quase sempre do óvulo. Então, se a questão pergunta qual organela pode ser usada em vez do DNA nuclear em certas situações, a resposta é a mitocôndria. Isso é bem cobrado em biologia e genética forense: quando o núcleo não ajuda, a mitocôndria pode salvar a perícia. É uma informação clássica de doutrina biológica, sem depender de norma legal específica, porque o fundamento é científico mesmo. Por isso, o gabarito é a alternativa B: mitocôndria, com herança predominantemente uniparental materna.

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