Embora seja possível o estudo com células vivas em microscópio, há vantagens em utilizar as lâminas com as células preservadas, isto é, fixadas e coradas, para que seus componentes sejam melhor observados. Quase todas as organelas são transparentes e incolores, dificultando o estudo microscópico; por isso, foram criados numerosos processos de coloração, para que se tornem visíveis os diversos componentes celulares. No caso das moléculas de DNA e RNA, são necessários corantes básicos como:
- A)Eosina e fucsina ácida.
Errada, porque eosina e fucsina ácida são corantes ácidos, não os mais indicados para DNA e RNA.
- B)Orange G e fucsina ácida.
Errada, pois orange G e fucsina ácida também são corantes ácidos e não têm a mesma afinidade por ácidos nucleicos.
- C)Azul de metileno e Orange G.
Errada, porque orange G não é corante básico; apenas o azul de metileno seria adequado para evidenciar DNA e RNA.
- D)Azul de toluidina e azul de metileno.
Certa, porque azul de toluidina e azul de metileno são corantes básicos que se ligam aos ácidos nucleicos.
Gabarito: D
Quando você observa uma célula ao microscópio, muita coisa importante fica “invisível” porque as estruturas são transparentes e quase sem cor. Por isso, a coloração é uma etapa clássica da histologia: ela dá contraste e destaca componentes celulares diferentes, especialmente núcleo e citoplasma. DNA e RNA são ácidos nucleicos, ou seja, têm carga negativa em pH adequado. Para corá-los, usamos corantes básicos, que têm carga positiva e se ligam bem a essas moléculas. É por isso que o núcleo costuma aparecer mais intensamente corado em muitas preparações microscópicas. Na questão, os corantes básicos citados são o azul de metileno e o azul de toluidina. Ambos são usados para evidenciar estruturas ricas em ácidos nucleicos, ajudando a visualizar melhor DNA e RNA. A alternativa D está correta porque reúne exatamente dois corantes básicos. Já os demais corantes listados nas outras opções são, em geral, ácidos e costumam se ligar melhor a componentes básicos/proteicos, não sendo a escolha clássica para evidenciar DNA e RNA.