Um alelo é dominante se tiver o mesmo efeito fenotípico em heterozigotos e homozigotos; porém, às vezes, o heterozigoto tem fenótipo diferente dos dois homozigotos associados a ele como, por exemplo, a cor da flor boca-de-leão, em que as variedades brancas e vermelhas são homozigotas para diferentes alelos de um gene determinante da cor; quando cruzadas, produzem heterozigotos com flores cor-de-rosa. Outra exceção ao princípio da dominância simples surge quando um heterozigoto tem características observadas nos dois homozigotos associados, como os dois alelos parecem contribuir de maneira independente para o fenótipo dos heterozigotos. Isso ocorre com os tipos sanguíneos humanos MN; a capacidade de produzir os antígenos M e N é determinada por um gene com dois alelos. Um alelo determina a produção do antígeno M e, o outro, do antígeno N. Homozigotos para o alelo M produzem apenas o antígeno M e homozigotos para o alelo N, apenas o antígeno N. No entanto, heterozigotos para esses dois alelos produzem os dois tipos de antígenos. (Fundamentos de Genética, 7. ed. Guanabara Koogan, 2017.) Os exemplos descritos anteriormente são, respectivamente:
- A)Dominância completa e codominância.
Errada, porque inverte os conceitos: a boca-de-leão é dominância incompleta, não dominância completa, e o sistema MN é codominância.
- B)Codominância e dominância completa.
Errada, porque também inverte a ordem e os fenômenos descritos: o primeiro exemplo não é codominância, e o segundo não é dominância completa.
- C)Dominância incompleta e codominância.
Certa, pois a flor boca-de-leão apresenta fenótipo intermediário entre os homozigotos e o sistema MN mostra expressão simultânea dos dois alelos no heterozigoto.
- D)Codominância e dominância incompleta.
Errada, porque o exemplo da boca-de-leão não mostra codominância e o sistema MN não é caso de dominância incompleta.
Gabarito: C
A questão mistura dois conceitos clássicos de Genética que vivem tentando confundir o candidato: dominância incompleta e codominância. Na dominância incompleta, o heterozigoto apresenta um fenótipo intermediário entre os dois homozigotos, como nas flores boca-de-leão vermelhas e brancas que geram flores cor-de-rosa. Aqui, nenhum alelo “vence” totalmente, e o resultado fica no meio do caminho. Já na codominância, os dois alelos se expressam ao mesmo tempo no heterozigoto, sem mistura intermediária. É como se os dois aparecessem no fenótipo final, cada um fazendo a sua parte, sem briga nem apagamento. Isso acontece no sistema sanguíneo MN: o heterozigoto produz os antígenos M e N simultaneamente. Por isso, a ordem dos exemplos no enunciado é: primeiro dominância incompleta, depois codominância. É exatamente o que a alternativa C traz. Em linguagem de prova, a banca quer que você perceba a diferença entre fenótipo intermediário e expressão conjunta dos dois alelos. Esse tema é um clássico da Genética mendeliana e das exceções à dominância simples, muito cobrado em concursos por comparação direta entre exemplos. Se você lembrar da imagem mental “rosa no meio” para dominância incompleta e “os dois ao mesmo tempo” para codominância, a questão fica bem mais leve.