Acerca de espécies não nativas, assinale a opção correta.
- A)A introdução do mexilhão-dourado no Brasil favoreceu a redução de gastos econômicos das usinas hidrelétricas.
Errada, porque a introdução do mexilhão-dourado aumentou custos e problemas operacionais nas hidrelétricas, em vez de reduzi-los.
- B)Todas as espécies não nativas invasoras possuem predadores naturais em seu novo habitat.
Errada, porque espécies invasoras geralmente escapam do controle biológico local e podem não ter predadores naturais eficazes no novo habitat.
- C)Nem todas as espécies não nativas são nocivas ao seu novo habitat.
Certa, porque uma espécie não nativa nem sempre causa dano ao ambiente onde foi introduzida.
- D)Os impactos negativos causados por plantas não nativas invasoras estão restritos à flora, sem acometimento da fauna.
Errada, porque plantas invasoras podem afetar a fauna ao alterar abrigo, alimento, competição e funcionamento do ecossistema.
- E)Raramente ocorrem interações com a cadeia alimentar do seu novo habitat.
Errada, porque espécies não nativas frequentemente interagem com a cadeia alimentar, podendo competir, predar ou modificar relações ecológicas.
Gabarito: C
Espécies não nativas são aquelas que aparecem em uma região onde não existiam naturalmente, geralmente por ação humana, intencional ou acidental. O ponto principal é simples: não ser nativa não significa, por si só, ser invasora ou causar dano. Uma espécie só vira problema quando consegue se estabelecer, se espalhar e prejudicar o ambiente, a economia ou a saúde. Aí sim ela entra na lista das temidas invasoras, aquelas que bagunçam o jogo ecológico e deixam o ecossistema de cabelo em pé. Por isso, a alternativa correta é a que diz que nem todas as espécies não nativas são nocivas ao novo habitat. Existem casos em que a espécie introduzida até convive sem grandes impactos, ou tem efeitos pequenos e controlados. O erro de muita gente é achar que toda espécie exótica é automaticamente uma vilã ecológica, e não é assim que a biologia funciona. Já espécies invasoras, como o mexilhão-dourado no Brasil, costumam causar prejuízos importantes: competem com espécies locais, alteram cadeias alimentares, prejudicam a fauna e geram custos altos para infraestrutura, inclusive hidrelétricas. Em ecologia, o problema não é só “chegou de fora”, mas sim “chegou, se espalhou e começou a fazer estrago”.