Acerca do manejo de pragas que atacam as hortaliças, assinale a opção correta.
- A)A traça do tomateiro (Diabrotica speciosa) ataca diversos órgãos do tomateiro, inclusive suas raízes, podendo causar severos danos aos cultivos dessa olerícola.
Errada, porque Diabrotica speciosa não é a traça do tomateiro e a descrição mistura nome popular e espécie de forma incorreta.
- B)A larva alfinete (Tuta absoluta) ataca as folhas e flores da batateira, devendo ser controlada com o uso de inseticidas específicos dada a ocorrência de prejuízos na produtividade e qualidade da lavoura.
Errada, porque Tuta absoluta é praga típica do tomateiro, não da batateira, embora possa causar danos importantes em folhas e brotos.
- C)No controle de insetos em cucurbitáceas, as pulverizações com defensivos agrícolas podem ser feitas durante todo o período diurno pois não causam prejuízo à polinização das flores.
Errada, porque pulverizações durante todo o dia podem prejudicar a polinização em cucurbitáceas, que dependem de polinizadores para boa frutificação.
- D)A traça das crucíferas (Plutella xylostella) pode causar severos danos às folhas do repolho, da couve-flor e da couve-brócolis, caso não seja adotado um programa integrado de controle dessa praga, incluindo-se o uso de pesticidas.
Certa, porque Plutella xylostella realmente ataca brássicas como repolho, couve-flor e couve-brócolis, exigindo manejo integrado para evitar perdas.
Gabarito: D
Quando o assunto é praga de hortaliças, a banca costuma misturar nome popular, nome científico e cultura atacada para ver se voce cai na troca de espécie. Aqui, o ponto central é reconhecer que a traça das crucíferas, Plutella xylostella, é uma praga clássica de plantas da família das brássicas, como repolho, couve-flor e couve-brócolis. Ela ataca principalmente as folhas, causando raspagens e perfurações que reduzem a área fotossintética e enfraquecem a planta. A alternativa D está correta porque descreve exatamente esse cenário: sem manejo integrado, a praga pode provocar danos severos e comprometer a produção. Em geral, o controle recomendado envolve manejo integrado de pragas, com monitoramento, rotação de ingredientes ativos, uso racional de pesticidas e medidas complementares, em vez de depender só de pulverização automática. Isso é o típico raciocínio agronômico que a banca gosta: identificar a praga certa na cultura certa e lembrar que controle eficiente não é só aplicar veneno. As demais alternativas erram principalmente ao trocar o inseto, a cultura ou o órgão atacado. Em provas de Biologia e Agro, esse tipo de confusão é muito comum: um nome popular parece plausível, mas a espécie científica entregue denuncia o erro. Então, fique atento ao par praga-cultura, porque é aí que a CESPE/CEBRASPE costuma colocar a armadilha.