Processos erosivos em áreas de encosta podem ser mitigados mediante
- A)a substituição de vegetação arbórea por gramíneas.
Errada, porque gramíneas até ajudam em alguns casos, mas substituir vegetação arbórea por elas reduz a proteção estrutural do solo e pode empobrecer a estabilidade da encosta.
- B)a revegetação com espécies típicas do bioma local.
Certa, porque a revegetação com espécies nativas aumenta a fixação do solo, reduz o escoamento superficial e favorece a recuperação ecológica da encosta.
- C)a construção de edificações que impermeabilizem o solo.
Errada, porque impermeabilizar o solo aumenta o escoamento da água da chuva e, com isso, a erosão tende a piorar.
- D)a supressão da vegetação e obras de engenharia.
Errada, porque suprimir a vegetação remove justamente a proteção natural do solo, e obras de engenharia isoladas não compensam esse impacto.
Gabarito: B
Em áreas de encosta, o solo fica mais vulnerável porque a água da chuva escoa com mais força, arrasta partículas e pode abrir sulcos, ravinas e até deslizamentos. Quando falta cobertura vegetal, o impacto direto da chuva e a ação do vento ficam muito mais agressivos, e a encosta vira quase um convite para a erosão fazer a festa. A forma mais eficiente de mitigar esse processo é manter ou recuperar a vegetação, porque as raízes ajudam a segurar o solo, a copa reduz o impacto das gotas de chuva e a cobertura vegetal favorece a infiltração da água. Se forem usadas espécies típicas do bioma local, a recuperação tende a ser mais estável, porque essas plantas já estão adaptadas ao clima, ao solo e à dinâmica ecológica da região. Por isso, o gabarito é a letra B. A revegetação é uma medida clássica de conservação do solo e de recuperação ambiental, alinhada ao dever constitucional de proteção do meio ambiente e à lógica da Política Nacional do Meio Ambiente, que busca prevenir e recuperar danos ambientais. As demais alternativas fazem o oposto do que se quer: aumentar a impermeabilização, retirar a vegetação ou trocar uma cobertura arbórea por outra menos eficiente na proteção do solo só facilita o escoamento superficial e a perda de solo. Em encosta, o ideal é segurar a água e abraçar o terreno, não dar passagem livre para ela.