A respeito do controle biológico de doenças em plantas cultivadas, assinale a opção correta.
- A)O uso de bactéria do solo (Bacillus thurigiensis) é eficiente para o controle de doenças radiculares e foliares em plantas, mas não para o controle de pragas como a lagarta elasmo, lagarta-da-espiga, lagarta-do-colmo e lagarta-do-cartucho.
Errada, porque Bacillus thuringiensis é usado principalmente contra lagartas e não é o agente clássico para controle de doenças radiculares e foliares.
- B)O cancro cítrico que ataca plantas cítricas pode ser facilmente controlado com o uso de Tricoderma, dispensando-se outras medidas de controle, como a erradicação de plantas.
Errada, porque Trichoderma pode ajudar no controle biológico de alguns patógenos, mas não controla sozinho o cancro cítrico nem substitui medidas como erradicação.
- C)O manejo integrado de doenças abrange o uso de variedades tolerantes ou resistentes, o controle biológico, a rotação de cultura, a consorciação de espécies, o zoneamento agroclimático e o uso de defensivos agrícolas.
Certa, porque descreve corretamente o manejo integrado de doenças com medidas combinadas de prevenção, controle biológico, práticas culturais e uso racional de defensivos.
- D)O controle químico do tripes (Frankniella schultzei) com inseticidas específicos tem sido eficiente no manejo de geminivírus em lavouras de tomate.
Errada, porque controlar tripes com inseticidas não resolve, por si só, o problema dos geminivírus, já que o manejo da doença exige estratégia mais ampla contra o vetor e a fonte de inóculo.
Gabarito: C
Quando a banca fala em controle biológico de doenças em plantas, ela quer saber se você entende o manejo integrado: não existe uma bala de prata. O controle mais eficiente costuma combinar várias estratégias, como resistência genética, rotação de culturas, consorciação, zoneamento agroclimático, controle biológico e, quando necessário, defensivos agrícolas. É o famoso pacote de medidas, porque doença de planta adora explorar monocultura e descuido. A alternativa correta é a C porque ela descreve exatamente esse conjunto de práticas do manejo integrado de doenças. Em vez de apostar em uma única medida milagrosa, o agricultor usa ferramentas complementares para reduzir a pressão do patógeno e diminuir perdas, com mais sustentabilidade e menos dependência de químicos. As demais alternativas escorregam em pontos clássicos. A bula de prova às vezes mistura doença com praga, ou promete controle total com um único agente, e isso costuma estar errado. Trichoderma, por exemplo, é importante no controle biológico de vários fungos, mas não elimina sozinho problemas complexos como o cancro cítrico nem dispensa erradicação e outras medidas sanitárias. Em concurso, vale guardar a ideia central: manejo integrado não é uma técnica isolada, mas um conjunto articulado de ações. Se a assertiva falar em combinar resistência, rotação, consórcio, zoneamento e defensivos de forma racional, acenda a luz verde.