A molécula de DNA pode sofrer efeitos do meio onde se encontra. Condições ambientais, como sol e chuva, podem afetar a amostra e, consequentemente, interferir nos resultados da análise de DNA. A partir dessas informações, assinale a opção correta, acerca de análise genética.
- A)Uma forma de tentar obter perfil genético de amostras degradadas é trabalhar com sequências mais longas de DNA, uma vez que sequências maiores tendem a degradar mais lentamente.
Errada, porque amostras degradadas costumam exigir alvos menores, já que fragmentos longos tendem a falhar mais facilmente na análise.
- B)O uso de banco de perfis genéticos em análise de amostras de desastres em massa é uma ferramenta muito útil ao possibilitar a busca por familiares das vítimas, permitindo uma identificação mais rápida dos corpos que não puderam ser identificados por outras técnicas.
Certa, porque bancos de perfis genéticos são muito úteis na identificação de vítimas de desastres em massa, especialmente quando há busca por parentes para comparação.
- C)Para a análise de DNA de corpos em estado de decomposição, recomenda-se o uso de tecidos mais resistentes, como pulmão ou fígado, para obtenção de perfil genético de melhor qualidade.
Errada, porque, na prática forense, os tecidos mais úteis tendem a ser os mais protegidos e preservados, e não pulmão ou fígado como regra geral.
- D)O uso de tampões com nucleases auxilia na extração de DNA ao expor a molécula para posterior amplificação, o que permite obter perfis genéticos completos.
Errada, porque nucleases degradam ácido nucleico; elas não auxiliam a extração nem a amplificação do DNA.
- E)Mesmo com o avanço da tecnologia na área de genética forense, é necessária uma quantidade muito grande de DNA para obter perfil genético; por isso, amostras de volante e maçaneta nunca são analisadas.
Errada, porque a genética forense moderna trabalha com quantidades muito pequenas de DNA e pode analisar vestígios de toque, como em volante e maçaneta.
Gabarito: B
Na genética forense, a qualidade do DNA importa tanto quanto a quantidade. Quando a amostra está degradada, o desafio é recuperar informação útil mesmo com fragmentos quebrados, porque sol, chuva, calor, umidade e microrganismos aceleram a degradação. Por isso, técnicas e escolhas de amostragem são pensadas para maximizar a chance de identificar a pessoa, mesmo em cenários ruins. Em desastres em massa, um recurso muito importante é o banco de perfis genéticos. Ele permite comparar o material coletado com perfis de familiares ou de pessoas desaparecidas, o que acelera a identificação de vítimas que não puderam ser reconhecidas por métodos tradicionais. Na prática, isso é uma ferramenta central de identificação humanitária e pericial. A alternativa correta é a B porque justamente destaca essa utilidade do banco de perfis genéticos em situações de múltiplas vítimas. O objetivo não é só “achar um nome”, mas cruzar dados genéticos com referências familiares para aumentar a segurança da identificação. As outras opções tentam misturar conceitos: amostra degradada não pede, em regra, sequências mais longas; tecidos como pulmão e fígado não são a escolha clássica mais resistente para DNA post mortem; nucleases degradam DNA, não ajudam a preservá-lo; e a tecnologia atual trabalha muito bem com quantidades mínimas de material, inclusive em vestígios de toque, como volante e maçaneta.