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Biologia · CESPE/CEBRASPE · 2022

Questão comentada de Biologia

Dois bebês foram trocados na maternidade de um hospital e, somente anos depois, uma das mães, Maria, recebeu a informação de que ela não era a mãe biológica de sua filha, Joana. O exame de DNA, solicitado pelo suposto pai e excompanheiro de Maria, apresentou o resultado que confirmou ter havido erro da unidade de saúde uma vez que tanto o suposto pai quanto Maria não possuíam perfis genéticos compatíveis com o de pais biológicos de Joana. Maria nunca desconfiou que poderia ter havido troca dos bebês no hospital, pois, segundo ela, a menina tem aparência semelhante à de sua família, pois o pai é claro, a mãe é morena e o irmão, negro. Com relação à situação hipotética apresentada e assuntos correlatos, assinale a opção correta.

Gabarito: D

Quando se fala em troca de bebês e exame de DNA, o ponto central é simples: cada filho biológico recebe metade do material genético da mãe e metade do pai. Por isso, a análise compara marcadores genéticos da criança com os dos supostos genitores para ver se os alelos são compatíveis com herança biológica. Se não há compatibilidade, o exame pode excluir a maternidade ou a paternidade biológica. No caso narrado, o exame mostrou que Maria e o suposto pai não tinham perfil genético compatível com a origem biológica de Joana. Isso é exatamente o que se espera quando houve erro na maternidade: a criança não foi gerada por aquele casal, embora possa ter sido criada com eles e até se parecer fisicamente com a família por fatores fenotípicos, ambientais e pela combinação de características que enganam fácil os olhos humanos. Aparência, aqui, faz um ótimo papel de figurante, mas não substitui o DNA. O gabarito está correto porque o exame de DNA entre a criança e sua mãe biológica deve indicar compartilhamento de alelos nos marcadores genéticos analisados, salvo situações raras como mutações. Em testes de filiação, a lógica é verificar se os alelos da criança podem ser explicados pela herança dos genitores. Se a mãe biológica for testada, haverá compatibilidade consistente com a transmissão genética, o que não aconteceu com Maria, justamente porque ela não era a mãe biológica. Em provas, a banca costuma tratar DNA como prova forte de vínculo biológico, e isso é coerente com a aplicação forense e com a identificação genética usada em perícia. Então, sempre desconfie de alternativas que confundem semelhança física com parentesco genético ou que tratam ausência de compatibilidade como se fosse causada automaticamente por mutação.

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