Com relação a clonagem e transgênicos, assinale a opção correta.
- A)As enzimas de restrição clivam o fragmento específico do DNA isolando o gene de interesse.
Certa: enzimas de restrição reconhecem sequências específicas e cortam o DNA, permitindo isolar o gene de interesse.
- B)Para a clonagem de fragmentos de DNA deve-se utilizar plasmídeos de células eucariontes.
Errada: os plasmídeos usados como vetores são, em geral, bacterianos, não de células eucariontes.
- C)Deve-se evitar o uso de DNA de vírus na produção de alimentos transgênicos.
Errada: não existe regra geral de evitar DNA viral em alimentos transgênicos; o uso depende da finalidade e do desenho do transgene.
- D)Os vetores são incapazes de se multiplicar, independentemente da célula que lhes deu origem.
Errada: vetores como plasmídeos podem se replicar na célula hospedeira, o que é justamente uma de suas funções.
- E)A inserção de uma planta transgênica em determinada área ambiental traz como principal vantagem o controle populacional das espécies nativas.
Errada: planta transgênica não tem como principal vantagem controlar espécies nativas, e isso pode até gerar impacto ambiental indesejado.
Gabarito: A
Clonagem e transgenia dependem de um kit bem conhecido da biotecnologia: enzimas de restrição, vetores e DNA ligase. A ideia é pegar um gene de interesse, recortar o DNA em pontos específicos e colocar esse fragmento em um vetor, como um plasmídeo, para que ele seja multiplicado dentro de uma célula hospedeira. É quase como montar um quebra-cabeça biológico, mas com tesoura e cola moleculares. A alternativa correta é a A porque as enzimas de restrição reconhecem sequências específicas de nucleotídeos e clivam o DNA nesses locais, permitindo isolar o fragmento que contém o gene de interesse. Depois, esse fragmento pode ser ligado a um vetor por ação da DNA ligase. Esse é o princípio básico da engenharia genética clássica. Vale lembrar que plasmídeos usados como vetores são, em regra, de origem bacteriana, e não eucariótica. Eles têm a vantagem de se replicar independentemente do cromossomo da célula hospedeira, o que facilita a clonagem. Em transgênicos, o DNA inserido pode até vir de vírus, bactérias ou outros organismos, dependendo da estratégia, então a análise precisa olhar a técnica, não o preconceito com a origem do gene. Em resumo: restrição corta, ligase cola e o vetor leva a mensagem. Se você lembrar desse trio, metade das questões de biotecnologia já fica menos assustadora.