O objetivo do projeto de banco de dados relacional é gerar um conjunto de esquemas de relação que nos permita armazenar informações sem redundância desnecessária, e possibilitar recuperar informações com facilidade. Considerando o projeto e a modelagem de Banco de Dados Relacionais, assinale a alternativa INCORRETA.
- A)A fase de projeto de banco de dados deve ser realizada com cuidado, uma vez que modificações no esquema físico de um banco de dados são mais difíceis de serem realizadas após uma aplicação ter sido construída; entretanto, mudanças no esquema lógico normalmente podem ser facilmente modificadas, já que afetam consultas e atualizações disseminadas pelo código da aplicação.
Errada, porque inverte a regra prática: mudanças no esquema lógico tendem a impactar a aplicação e são mais difíceis que ajustes no esquema físico.
- B)Em um projeto de bancos de dados, a cardinalidade de mapeamento indica o número de entidades ao qual outra entidade pode ser associada por um conjunto de relacionamentos. As cardinalidades de mapeamento são utilizadas para descrever conjuntos de relacionamento que consideram mais de dois conjuntos de entidades.
Errada, porque cardinalidade de mapeamento é um conceito típico de relacionamento binário, não uma descrição própria de relacionamentos com mais de dois conjuntos de entidades.
- C)A estrutura lógica geral de um banco de dados pode ser projetada com o modelo Entidade Relacionamento (E-R), sendo útil para o mapeamento dos significados e interações do negócio para um esquema conceitual.
Certa, pois o modelo ER é a ferramenta clássica para representar o negócio em nível conceitual antes do esquema lógico.
- D)Para um relacionamento muitos-para-muitos, cada conjunto de entidades relacionado possui seu próprio esquema, e existe um esquema adicional, que consiste no atributo e na chave primária do conjunto de entidades.
Errada, porque em relacionamento muitos-para-muitos o esquema adicional normalmente armazena as chaves das entidades participantes, e não apenas um atributo e a chave primária de um dos conjuntos.
Gabarito: A
Em projeto de banco de dados, a ideia é organizar os dados para evitar redundância desnecessária e facilitar consultas, manutenção e integridade. Primeiro vem o modelo conceitual, normalmente com o diagrama Entidade-Relacionamento, que ajuda a traduzir o mundo real para uma visão estruturada do sistema. Depois, essa visão vai sendo refinada até chegar ao esquema lógico e, por fim, ao físico. Aqui está o ponto que derruba a alternativa A: em geral, mudanças no esquema físico costumam ser mais fáceis do que mudanças no esquema lógico. O físico trata de detalhes de armazenamento, índices e organização interna; já o lógico mexe com tabelas, relacionamentos e, muitas vezes, com o código da aplicação e suas consultas. Ou seja, o texto inverte a dificuldade das mudanças. Isso é bem alinhado com a doutrina clássica de bancos de dados, que separa os níveis conceitual, lógico e físico justamente para isolar impactos. Se você altera o modelo lógico, pode precisar ajustar consultas, restrições e estruturas usadas pela aplicação. Se mexe só no físico, muitas vezes consegue melhorar desempenho sem mudar a visão lógica do sistema. Então, a alternativa A é a incorreta porque afirma o contrário do que se espera na prática e na teoria: ela diz que o físico é mais difícil de alterar e que o lógico é normalmente fácil de modificar. É o tipo de inversão que banca adora colocar para ver se voce está atento ao básico bem-feito.