Analise as construções abaixo presentes no modelo entidade-relacionamento: I. Entidade II. Entidade especializada III. Relacionamento n:n IV. Relacionamento 1:n Na engenharia reversa de modelos relacionais de banco de dados para um modelo entidade-relacionamento, uma tabela pode corresponder a quais das construções acima?
- A)Apenas I e II.
Errada, porque uma tabela no modelo relacional pode representar mais do que uma entidade simples, inclusive especialização e relacionamentos.
- B)Apenas III e IV.
Errada, porque relacionamentos n:n e 1:n também podem ser inferidos a partir de tabelas no processo de engenharia reversa.
- C)Apenas I, II e III.
Errada, porque o relacionamento 1:n também pode ser representado por uma tabela no mapeamento reverso.
- D)Apenas II, III e IV.
Errada, porque a tabela também pode corresponder a uma entidade simples, não apenas a especialização e relacionamentos.
- E)I, II, III e IV.
Certa, porque uma tabela pode ser interpretada como entidade, entidade especializada, relacionamento n:n ou relacionamento 1:n, conforme sua estrutura.
Gabarito: E
Na engenharia reversa, voce olha para o modelo relacional e tenta “enxergar” o ER que existia antes. E aí a tabela vira uma espécie de camaleão: dependendo da sua estrutura, ela pode representar uma entidade, uma entidade especializada, um relacionamento n:n ou até um relacionamento 1:n. Como assim? Uma tabela comum, com chave própria e atributos, costuma virar uma entidade. Já uma tabela que guarda apenas a chave da superclasse e atributos próprios de um subtipo pode indicar uma entidade especializada. Isso aparece muito em mapeamentos de generalização/especialização no modelo EER. Nos relacionamentos, a tabela de junção é o clássico caso do n:n, porque o relacionamento muitos-para-muitos costuma ser implementado por uma tabela intermediária. E, em certos cenários de reverse engineering, uma tabela com chave estrangeira para outra também pode ser interpretada como um relacionamento 1:n, especialmente quando o foco é reconstruir a semântica do vínculo e não só o armazenamento físico. Por isso o gabarito é E: uma tabela pode corresponder a todas as construções listadas, a depender da estrutura e das restrições encontradas no esquema relacional. Em termos doutrinários de modelagem de dados, isso é exatamente o que torna a engenharia reversa um exercício de interpretação, e não só de leitura mecânica de tabelas.