O analista Paulo precisa analisar e descobrir padrões nas relações entre as diversas entidades nos processos judiciais do MPU, como promotores, juízes, autores, réus, secretários e advogados. Para isso, Paulo vai utilizar um banco de dados NoSQL para armazenar essa rede social judiciária que chamou de SocialJud. Para implementar o SocialJud, Paulo deve usar um banco de dados:
- A)colunar;
Banco colunar é mais indicado para análise massiva e consultas agregadas, não para modelar uma rede de relacionamentos entre entidades.
- B)chave-valor;
Banco chave-valor é simples e rápido para buscas diretas por chave, mas não é o melhor para explorar conexões complexas entre vários atores.
- C)orientado a documento;
Banco orientado a documento organiza dados em documentos flexíveis, porém não é o modelo mais adequado quando a exigência central é representar ligações em rede.
- D)orientado a grafos com nós e arestas;
Correta, porque bancos orientados a grafos usam nós e arestas para modelar relações entre entidades, exatamente o que a questão descreve.
- E)matricial com dimensões hierárquicas.
Não existe, no contexto clássico de NoSQL, um modelo chamado matricial com dimensões hierárquicas como solução padrão para esse tipo de problema.
Gabarito: D
Quando a questão fala em analisar relações entre muitas entidades e descobrir padrões de conexão, o candidato deve pensar em banco de dados orientado a grafos. Nesse modelo, os dados são representados como nós e arestas, exatamente como numa rede social: pessoas, cargos, partes do processo e suas ligações ficam fáceis de navegar e cruzar. Esse tipo de banco é ótimo para cenários em que o que importa não é só o dado isolado, mas principalmente o caminho entre os dados. Quem se relaciona com quem, em quantos graus de distância, por qual tipo de vínculo, tudo isso fica muito natural em grafos. É por isso que projetos de recomendação, fraude e redes sociais costumam usar esse modelo. No caso do SocialJud, a ideia é mapear promotores, juízes, autores, réus, secretários e advogados como entidades conectadas entre si. Isso combina diretamente com nós e arestas, que permitem representar relações complexas sem forçar tabelas cheias de junções ou estruturas engessadas. Então o gabarito D está correto porque o problema pede justamente uma rede social judiciária, e redes sociais são o habitat natural dos bancos orientados a grafos. Em termos de doutrina de bancos NoSQL, esse é o modelo mais apropriado quando o foco está na estrutura relacional do conjunto, e não só no armazenamento de registros.