O analista Pablo está implementando várias rotinas de carga de dados no Data Warehouse do MPU. Pablo observou que os dados origem, que alimentam as principais dimensões, possuem sua própria chave de identificação. Para não comprometer o uso dessas chaves com a sobreposição de chaves oriundas de outras fontes, Pablo deve implementar uma chave artificial por meio de um(a):
- A)controle de versões;
Errada: controle de versões trata de histórico de alterações, não da criação da chave artificial da dimensão.
- B)barramento de dados;
Errada: barramento de dados é uma arquitetura de integração, não o mecanismo para gerar identificadores substitutos.
- C)slowly changing dimension;
Errada: slowly changing dimension trata de como manter o histórico de mudanças na dimensão, não de criar a chave artificial.
- D)gerenciador de hierarquias;
Errada: gerenciador de hierarquias organiza relações hierárquicas, mas não resolve a sobreposição de chaves entre fontes.
- E)rotina de geração de chaves surrogadas.
Certa: a rotina de geração de chaves surrogadas cria a chave artificial usada internamente no DW para evitar conflito com chaves de origem.
Gabarito: E
Em Data Warehouse, as tabelas de dimensões precisam de uma identificação estável, simples e controlada pelo próprio DW. O problema aparece quando a fonte original já tem sua chave natural, mas essa chave pode se repetir entre sistemas diferentes, mudar de formato ou até trazer significados distintos. Aí entra a ideia da chave artificial, criada internamente para evitar confusão e garantir integridade no processo de carga. Essa chave artificial, no contexto de DW, é chamada de chave surrogada. Ela não carrega significado de negócio: serve só como identificador técnico da linha da dimensão. Isso facilita o relacionamento com a tabela fato, melhora o controle de histórico e evita que o DW fique dependente da chave do sistema origem, que muitas vezes é um bom nomeado, mas um péssimo vizinho quando há várias fontes. Por isso, a alternativa correta é a que fala em rotina de geração de chaves surrogadas. Em modelagem dimensional, esse é um conceito clássico de Kimball: cada dimensão recebe uma chave substituta, normalmente numérica, gerada no próprio DW, enquanto a chave natural da origem pode ser mantida em outro atributo para rastreabilidade. Não há pegadinha jurídica aqui, é tema de modelagem de dados mesmo. A lógica é prática: se várias fontes podem trazer chaves iguais ou inconsistentes, o DW cria sua própria chave para não misturar mundos diferentes na mesma dimensão. Resumindo: a chave da origem identifica o negócio na fonte; a chave surrogada identifica a linha no DW.