No planejamento e ao controle de projetos, uma prática avançada para garantir o alinhamento entre a execução do projeto e os objetivos estratégicos da organização é
- A)a criação de um cronograma baseado em prazos fixos e recursos alocados garante maior flexibilidade para ajustes durante a execução do projeto, reduzindo a necessidade de monitoramento constante.
Errada, porque um cronograma rígido não aumenta a flexibilidade nem reduz a necessidade de monitoramento; na prática, o controle contínuo é indispensável.
- B)a análise de valor agregado (Earned Value Management - EVM) combina informações sobre custo, cronograma e desempenho para medir o progresso do projeto, mas não permite identificar desvios em relação ao escopo planejado.
Errada, porque o EVM mede desempenho em custo e prazo e também ajuda a detectar desvios, inclusive com base em escopo entregue versus planejado.
- C)a utilização de ferramentas como o método do caminho crítico (CPM) ajuda a identificar as atividades que possuem maior folga no cronograma, permitindo priorizar essas atividades para evitar atrasos no projeto.
Errada, porque o CPM identifica o caminho crítico, isto é, as atividades sem folga relevante, e não as de maior folga para priorização.
- D)a definição de marcos (milestones) claros no planejamento do projeto é uma técnica essencial para monitorar o progresso, mas deve ser aplicada apenas em projetos de longa duração com alto nível de complexidade.
Errada, porque marcos são úteis em qualquer tipo de projeto, não apenas em projetos longos e complexos.
- E)a integração entre um Plano de Gerenciamento do Projeto e ferramentas de Business Intelligence (BI) permite monitorar indicadores em tempo real, promovendo ajustes ágeis para manter o projeto alinhado aos objetivos estratégicos.
Certa, porque a integração entre o plano do projeto e o BI permite acompanhar indicadores, detectar desvios e ajustar a execução para manter o alinhamento estratégico.
Gabarito: E
No controle de projetos, não basta saber se a tarefa foi feita. Você precisa enxergar se o projeto está entregando valor, no prazo, dentro do custo e, principalmente, na direção certa. É aí que entra a integração entre o Plano de Gerenciamento do Projeto e ferramentas de Business Intelligence: você transforma dados dispersos em indicadores úteis para acompanhar desempenho quase em tempo real. Na prática, o BI ajuda a consolidar informações de prazo, custo, escopo, riscos e entregas em painéis e relatórios. Isso permite que o gestor identifique desvios cedo e corrija a rota antes que o projeto saia do trilho. Em linguagem de concurso: monitoramento contínuo, análise de indicadores e apoio à tomada de decisão. Sem esse acompanhamento, o projeto pode até andar, mas sem garantir alinhamento com os objetivos estratégicos da organização. A alternativa E está correta porque une duas ideias muito importantes: planejamento do projeto e gestão orientada por dados. O BI funciona como uma camada de inteligência sobre os dados do projeto, facilitando o controle e a resposta rápida a mudanças. Isso conversa bem com a lógica do PMBOK, que valoriza monitoramento e controle integrados ao planejamento para manter o projeto aderente aos objetivos do negócio. As demais opções trazem conceitos conhecidos, mas com distorções. A banca FGV gosta justamente disso: pega termos técnicos reais e troca um detalhe para ver se você está lendo com lupa, não com pressa.