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Banco de Dados · FGV · 2025

Questão comentada de Banco de Dados

O gestor de qualidade do MPU solicitou à analista de Business Intelligence Maria um Dashboard para monitorar o desempenho da tramitação dos processos ao longo do tempo. O programador Pedro havia implementado o banco de dados MongoProc, no MongoDB, para armazenar os dados do sistema de tramitação de processos judiciais. Então, Maria solicitou a ele a consulta ao MongoProc para alimentar as tabelas: fato_proc (quantidade), dim_data, dim_estado. Pedro respondeu que não poderia fornecer apenas uma consulta, pois seria necessário transformar os dados NoSQL em relacional. Para implementar a solução, Maria poderá utilizar apenas as ferramentas disponíveis no MPU: MongoDB, PostgreSQL, MySQL, Flyway, Pentaho, QlikView e MicroStrategy. Para transformar os dados NoSQL visando a alimentar as tabelas e construir o Dashboard, Maria deve:

Gabarito: E

Quando você quer sair do mundo bagunçado do NoSQL e chegar num dashboard bonitinho, entra em cena o ETL: Extract, Transform e Load. Primeiro você extrai os dados do MongoDB, depois trata e converte a estrutura flexível dos documentos em um formato adequado para análise, e por fim carrega isso em um banco analítico ou Data Mart. É o caminho clássico quando a origem é documental e o destino é relacional, principalmente para consultas gerenciais como indicadores ao longo do tempo. No enunciado, o objetivo era alimentar tabelas fato e dimensão - fato_proc, dim_data e dim_estado - isto é, um modelo dimensional. Isso combina com um Data Mart, que é um recorte do ambiente analítico voltado a um assunto específico. Como o MPU só tinha ferramentas como MongoDB, PostgreSQL, Pentaho e MicroStrategy, a solução natural é usar o Pentaho para fazer a integração e transformação dos dados do MongoProc e carregar tudo no PostgreSQL, que vai guardar o Data Mart. Depois, o dashboard pode ser construído no MicroStrategy, que é uma ferramenta de BI e visualização. Repare que a questão não cobra mineração de dados nem data lake, e sim preparação de dados para análise. Então o foco está na arquitetura de BI, não em achar padrão escondido em documento nem em inventar um repositório exótico no meio do caminho. Em prova, a lógica é simples: dado NoSQL na origem, transformação ETL no meio, banco relacional analítico no destino e ferramenta de BI na ponta. Isso é bem alinhado com a doutrina de data warehouse e modelagem dimensional, como a proposta de Kimball, em que dados são integrados, resumidos e organizados para consulta gerencial.

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