A analista de Business Intelligence Lúcia está elaborando o modelo multidimensional do Data Mart Processos Judiciais (DMProcJ). Durante sua análise, ela observou que o número do processo judicial (num_processo) não é uma métrica, mas sim um atributo importante, pois representa o menor grão do DMProcJ e pode ser usado para navegar até o sistema transacional de origem para analisar outras informações de um processo específico. Para modelar o atributo num_processo, Lúcia deve implementar um(a):
- A)fato não aditivo;
Errada, porque fato não aditivo é uma medida que não pode ser somada em todos os contextos, e num_processo é identificador, não métrica.
- B)dimensão ponte;
Errada, porque dimensão ponte é usada para tratar relacionamentos muitos-para-muitos entre dimensões, o que não é o caso de num_processo.
- C)operação drill across;
Errada, porque drill across é uma operação de consulta entre tabelas fato, não um tipo de modelagem para atributos identificadores.
- D)dimensão degenerada;
Certa, porque num_processo é um identificador transacional armazenado na fato sem dimensão própria, caracterizando uma dimensão degenerada.
- E)data mart dependente.
Errada, porque data mart dependente descreve a forma de construção do mart, e não a modelagem específica de um atributo como num_processo.
Gabarito: D
Em modelagem dimensional, nem tudo no Data Warehouse vira métrica. Alguns elementos existem para identificar, rastrear e dar contexto ao fato, mesmo sem serem somados, contados ou calculados como medida. É exatamente o caso de num_processo: ele ajuda a registrar o menor grão do Data Mart e permite que voce volte ao sistema de origem para investigar detalhes de um processo específico. Quando um atributo tem valor operacional e identificador, mas não funciona como dimensão clássica, a solução costuma ser a dimensão degenerada. Ela fica “solta” na tabela fato, sem tabela de dimensão própria, justamente porque o dado serve mais como referência e navegação do que como eixo analítico. Em resumo: ele identifica o evento, mas não descreve o evento com atributos próprios. Por isso, o gabarito é a letra D. O número do processo não é fato, não é dimensão ponte e também não tem relação com drill across, que é uma técnica de consulta entre fatos em diferentes tabelas. Ele é um identificador transacional armazenado no fato como dimensão degenerada, muito comum em pedidos, notas fiscais, protocolos e, aqui, processos judiciais. Se voce lembrar da ideia de “chave de rastreio sem tabela própria”, a questão fica fácil. A banca quer ver se voce reconhece que o atributo faz parte da análise como identificador, mas não como medida nem como dimensão descritiva tradicional.