Restrições de integridade em bancos de dados relacionais garantem a consistência e a validade dos dados armazenados. Essas regras são fundamentais para evitar inconsistências e preservar a confiabilidade das informações. No contexto de restrições de integridade em bancos de dados relacionais, o conceito de restrição de integridade
- A)de entidade especifica a impossibilidade de assunção de valor de chave primária nulo.
Certa, porque a integridade de entidade impede valor nulo na chave primária, preservando a identificação única da linha.
- B)de estado define o contexto de mudanças no estado de uma relação.
Errada, porque integridade de estado não é a definição clássica dessa restrição e a alternativa fala de mudanças de forma genérica, sem precisão técnica.
- C)de unicidade é inerente ao contexto de chaves de busca secundárias.
Errada, porque unicidade não é algo “inerente” a chaves de busca secundárias; a noção correta está ligada à chave candidata/primária.
- D)referencial trata da coesão entre o modelo conceitual e o lógico de dados.
Errada, porque integridade referencial trata da relação entre chaves estrangeiras e chaves primárias, não da coesão entre modelo conceitual e lógico.
- E)semânticas compatibilizam a definição da intenção e da extensão de uma relação.
Errada, porque “restrições semânticas” não são definidas assim; a frase mistura intenção e extensão de relação de modo impreciso e fora do conceito cobrado.
Gabarito: A
Em banco de dados relacional, as restrições de integridade servem para manter os dados coerentes e evitar que a tabela vire uma bagunça elegante. A mais cobrada é a restrição de integridade de entidade, ligada à chave primária: nenhum atributo que compõe a chave primária pode ser nulo, porque a linha precisa ser identificável de forma única. Isso faz sentido porque a chave primária é o “RG” da linha. Se ela puder ficar nula, a identificação falha e a própria ideia de entidade fica comprometida. Em termos doutrinarios, a integridade de entidade exige unicidade e não nulidade da chave primária. A alternativa A está correta exatamente por isso: a restrição de entidade especifica a impossibilidade de valor nulo na chave primária. É o tipo de regra que o SGBD costuma impor automaticamente quando você define PRIMARY KEY. As outras alternativas misturam conceitos diferentes, como integridade referencial, unicidade e noções de modelo conceitual. A banca gosta bastante de trocar os nomes para ver se você reconhece a função real de cada restrição.